Polypodium leucotomos: será que ajuda no melasma ou substitui o protetor solar? Veja o que esse suplemento pode fazer

Para que serve Polypodium leucotomos? Entenda o possível papel na proteção da pele e no melasma e veja o que a ciência já descobriu.

10 out 2026 - 14h00
(atualizado às 14h02)
Resumo
O Polypodium leucotomos, extrato de samambaia tropical com ação antioxidante e anti-inflamatória, é estudado como aliado contra os danos da radiação UV e no suporte ao tratamento do melasma. Contudo, pesquisas apontam que ele não clareia manchas sozinho nem substitui o protetor solar convencional, barreiras físicas ou outros cuidados dermatológicos. O composto deve ser visto apenas como um complemento à fotoproteção, exigindo avaliação médica para definir doses e reais benefícios.

Quem busca opções para cuidar da pele e se proteger dos efeitos do sol pode encontrar o Polypodium leucotomos entre os ingredientes de alguns suplementos.

Para que serve Polypodium leucotomos
Para que serve Polypodium leucotomos
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Mas você sabe realmente para que serve Polypodium leucotomos nesse contexto?

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O extrato, obtido de uma samambaia tropical, é estudado principalmente por seu possível efeito fotoprotetor, ajudando a pele a lidar com algumas respostas provocadas pela radiação ultravioleta.

O ingrediente também vem sendo pesquisado no melasma. Os resultados são interessantes, mas ainda não permitem tratá-lo como uma solução isolada para proteger a pele ou tratar doenças dermatológicas.

O que o sol faz com a pele

Depois de algum tempo exposta ao sol, a pele pode ficar vermelha e sensibilizada. A radiação ultravioleta provoca inflamação e estresse oxidativo, processos que estão entre os responsáveis por essas reações.

É nesse contexto que o extrato desperta interesse. Ele apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e pode ajudar a reduzir algumas respostas da pele à radiação UV.

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Uma revisão publicada em 2025 encontrou resultados promissores para seu uso como complemento à fotoproteção, embora os estudos ainda apresentem limitações.

Esse efeito já foi observado em pessoas

Pesquisas clínicas indicam que o uso oral do extrato pode aumentar a quantidade de radiação necessária para provocar vermelhidão na pele.

Isso não significa, porém, que ele proteja contra todos os danos causados pelo sol.

Além disso, alguns estudos avaliaram fórmulas que combinavam o ingrediente com outras substâncias, o que impede atribuir todo o efeito observado ao Polypodium leucotomos.

Polypodium leucotomos clareia o melasma?

Não há evidências suficientes para dizer que o Polypodium leucotomos clareie o melasma. O ingrediente vem sendo estudado como um possível apoio ao tratamento, mas os resultados ainda são limitados.

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Isso significa que ele não deve ser visto como um produto capaz de eliminar as manchas sozinho.

Quando indicado por um profissional, pode ser usado como complemento do tratamento do melasma, que continua dependendo dos cuidados específicos para cada caso.

Ele substitui o protetor solar?

Não. Mesmo que possa contribuir para a resposta da pele à radiação ultravioleta, o uso oral não substitui filtro solar, roupas, chapéus, sombra e outros cuidados.

Também é preciso lembrar que os suplementos podem ter concentrações e combinações diferentes. Por isso, um resultado obtido com determinado produto não pode ser automaticamente aplicado a todos os outros.

Na prática, o Polypodium leucotomos deve ser entendido como um possível complemento aos cuidados com a pele, e não como uma proteção solar por conta própria.

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O que ainda não está definido

A ciência já acumulou resultados suficientes para justificar o interesse pelo ingrediente, mas ainda existem perguntas sem resposta clara.

Entre elas estão a melhor dose, o tempo ideal de uso, a diferença entre formulações e quais pessoas poderiam obter maior benefício.

Para quem tem melasma, vitiligo ou outra condição que piora com a exposição à luz, a decisão de usar esse tipo de suplemento deve considerar o tratamento como um todo e, quando necessário, contar com a orientação de um dermatologista.

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Fonte: SaúdeLAB
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