Peso não é único vilão no risco de lesões em exercícios, afirmam especialistas

esão durante o exercício pode ter relação com o peso corporal, mas não depende apenas da balança. Entenda os fatores que aumentam o risco e veja como começar a treinar com segurança, segundo um ortopedista.

18 set 2026 - 11h15
Resumo
Embora o peso corporal aumente a demanda física, ele não é o único fator de risco para lesões em exercícios. Especialistas apontam que força muscular, condicionamento prévio e tempo de recuperação são cruciais. O principal perigo reside na progressão rápida e inadequada dos treinos, que gera sobrecarga. Assim, não é preciso emagrecer para começar a treinar: basta respeitar a capacidade do corpo, garantindo fortalecimento e evolução gradual para praticar esportes com segurança.

O peso corporal pode aumentar a demanda sobre músculos, tendões e articulações. Por isso, a lesão pode exigir atenção durante exercícios de maior impacto.

Foto: Garakta Studio
Foto: Garakta Studio
Foto: Saúde em Dia

Corrida, saltos e mudanças de direção são exemplos de atividades que podem exigir mais do corpo.

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Mas a balança não conta toda a história. Força muscular, condicionamento físico e histórico de lesões também influenciam a resposta ao exercício.

Outro ponto importante é a forma como a carga de treino aumenta. Uma evolução rápida demais pode elevar o risco de sobrecarga.

Segundo o ortopedista e traumatologista do esporte Bruno Canizares, esses fatores precisam ser analisados em conjunto.

"O que precisamos observar é se aquele corpo está preparado para suportar a atividade que a pessoa quer fazer. Alguém que está acima do peso, mas tem boa força muscular e já pratica exercícios regularmente, parte de uma condição muito diferente de quem está há anos sedentário e decide começar a correr de uma hora para outra", explica o especialista.

Lesão depende da combinação de fatores

O peso corporal é apenas uma das variáveis envolvidas no risco de lesão. Também é preciso considerar o preparo físico e a exigência do treino.

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Para o médico, a relação entre esses dois pontos merece atenção: o que o corpo consegue suportar e o que o exercício exige.

Quando a demanda cresce rápido demais, o organismo pode não ter tempo para se adaptar. Isso pode acontecer quando uma pessoa sai do sedentarismo e aumenta muito a distância da corrida.

O mesmo vale para quem começa a usar cargas elevadas ou acumula exercícios intensos sem descanso adequado.

"O problema aparece quando a demanda cresce mais rápido do que a capacidade do corpo de se adaptar. Isso acontece, por exemplo, quando alguém sai do sedentarismo e aumenta rapidamente a distância na corrida, começa a treinar com cargas elevadas ou acumula exercícios intensos sem recuperação adequada. É essa progressão mal conduzida que frequentemente leva à sobrecarga", explica.

Como reduzir o risco de lesão?

A escolha do exercício deve levar em conta a condição atual, o histórico e os objetivos de cada pessoa.

Em alguns casos, atividades de menor impacto podem ser uma alternativa interessante. Porém, isso não significa que corrida ou outros esportes sejam proibidos para quem está acima do peso.

A preparação também deve ser gradual. Entre os pontos que merecem atenção estão:

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  • Fortalecimento muscular;
  • Técnica adequada;
  • Progressão gradual da carga;
  • Períodos de recuperação;
  • Respeito ao condicionamento atual.

Esses cuidados ajudam o corpo a se adaptar às novas demandas do exercício.

Preciso emagrecer para começar a treinar?

Não é necessário esperar perder peso para iniciar uma rotina de exercícios. A atividade física também faz parte desse processo.

O mais importante é entender o ponto de partida de cada pessoa. A partir disso, o treino deve evoluir de acordo com a capacidade atual do corpo.

"Não é preciso esperar emagrecer para começar a se exercitar. A atividade física faz parte do processo. O importante é entender de onde essa pessoa está partindo e fazer uma progressão compatível com sua condição atual", explica o especialista.

Estar acima do peso, portanto, não significa que uma pessoa não possa correr, fazer musculação ou praticar o esporte de que gosta.

O cuidado está em preparar o corpo para a demanda escolhida. Isso inclui evolução gradual, fortalecimento, boa técnica e recuperação adequada.

Como explica o especialista, o objetivo é permitir que a pessoa pratique atividade física com segurança e consiga manter o hábito ao longo do tempo.

Peso não é o único fator de risco

A relação entre peso e lesão é mais complexa do que simplesmente olhar para o número da balança.

O nível de condicionamento, a força muscular, o histórico de lesões e a progressão do treino também precisam entrar nessa análise.

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Por isso, começar aos poucos pode ser mais importante do que esperar atingir determinado peso para se exercitar.

"Estar acima do peso não significa que a pessoa não possa correr, fazer musculação ou praticar o esporte de que gosta. O que precisamos avaliar é se o corpo está preparado para aquela demanda e, quando não está, prepará-lo de forma progressiva. O objetivo é permitir que ela pratique atividade física com segurança e consiga manter essa rotina ao longo do tempo", conclui Dr. Bruno.

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