O Liposound é uma tecnologia de ultrassom cirúrgico que auxilia na lipoaspiração ao fragmentar e emulsificar a gordura localizada antes da aspiração. Indicado para contorno corporal e não para emagrecimento, o método atua de forma seletiva, preservando tecidos adjacentes. Isso reduz traumas, minimiza riscos de seroma e fibrose, e favorece um pós-operatório mais confortável. Seu uso exige avaliação médica prévia para alinhar a técnica às necessidades e à anatomia de cada paciente.
Quem já passou por um processo de emagrecimento sabe que nem sempre a balança conta toda a história. Mesmo depois de perder peso e adotar hábitos mais saudáveis, algumas regiões do corpo podem continuar com pequenos acúmulos de gordura.
Abdômen, flancos e culote estão entre as áreas que podem manter gordura localizada mesmo quando a pessoa já está próxima do peso desejado.
É nesse momento que entram os procedimentos voltados ao contorno corporal. Entre as tecnologias utilizadas na cirurgia plástica está o Liposound, um recurso de ultrassom cirúrgico usado como auxiliar na lipoaspiração.
A tecnologia utiliza ondas ultrassônicas, em uma frequência de aproximadamente 36 kHz, para atuar sobre as células de gordura, promovendo sua fragmentação e emulsificação antes da aspiração.
Segundo o Dr. Rafael Erthal, cirurgião plástico e especialista em lipedema, o diferencial está justamente na forma como a energia ultrassônica atua sobre o tecido adiposo.
"O Liposound utiliza o ultrassom para quebrar e emulsificar a gordura, facilitando a sua retirada. É uma maneira de trabalhar o tecido adiposo de forma mais seletiva, buscando preservar as estruturas que ficam ao redor", explica.
Lipoaspiração não é tratamento para emagrecer
Antes de pensar em qualquer procedimento, é importante entender que lipoaspiração não é uma técnica para emagrecimento. O objetivo é remover depósitos de gordura localizada e melhorar o desenho do corpo em pacientes que já estão próximos do peso adequado.
Nesse processo, o Liposound funciona como uma ferramenta auxiliar. Por meio da chamada cavitação, as ondas ultrassônicas ajudam a separar as células de gordura da matriz adiposa, deixando o tecido mais fácil de ser aspirado.
Na prática, a tecnologia auxilia o cirurgião a trabalhar a gordura antes da retirada.
"Quando falamos em Liposound, não estamos falando simplesmente em derreter gordura. O ultrassom promove uma fragmentação e emulsificação do tecido adiposo, o que facilita a aspiração e permite um trabalho mais delicado em determinadas regiões", explica Dr. Rafael.
A recuperação pode ser mais confortável?
O período depois da cirurgia também costuma gerar dúvidas. Inchaço, hematomas, seroma e fibrose estão entre as preocupações de pacientes que passam por uma lipoaspiração.
Por atuar de maneira mais seletiva sobre a gordura, o Liposound pode contribuir para uma abordagem com menos trauma nos tecidos. A tecnologia também está associada a uma menor formação de seroma e à redução de fatores que podem favorecer a fibrose.
No entanto, esses resultados dependem da técnica utilizada, da resposta de cada organismo e dos cuidados adotados durante o pós-operatório.
"A menor agressão aos tecidos é um dos pontos que buscamos quando utilizamos tecnologias como essa. Com menos trauma local, podemos favorecer uma recuperação mais confortável e diminuir algumas das alterações que podem acontecer durante a cicatrização", afirma o cirurgião.
A fibrose acontece como parte do processo de cicatrização e pode deixar algumas regiões endurecidas ou com irregularidades. Uma retirada mais uniforme da gordura e uma abordagem menos traumática podem ajudar a reduzir esse tipo de ocorrência.
Procedimento depende de avaliação individual
A evolução das tecnologias na cirurgia plástica acompanha uma mudança na forma como os procedimentos estéticos são encarados. Para quem já perdeu peso, o objetivo pode estar menos relacionado à balança e mais ao tratamento de áreas específicas que mantiveram gordura localizada.
Nesse cenário, o Liposound aparece como uma das ferramentas disponíveis para o cirurgião, especialmente quando o objetivo é trabalhar o tecido adiposo com precisão.
Mas a tecnologia não substitui a indicação médica. A escolha do procedimento depende de uma avaliação individual, que considera a quantidade e a distribuição da gordura, a qualidade da pele, o grau de flacidez, a anatomia e as expectativas do paciente.
"Cada corpo responde de uma maneira e cada paciente tem uma necessidade. A tecnologia é uma ferramenta que nos ajuda, mas o mais importante continua sendo entender o que aquele corpo precisa e qual estratégia é mais segura para chegar ao resultado desejado", finaliza Dr. Rafael Erthal.