A Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana responsável por regular alimentos e produtos de saúde, aprovou o uso da orforgliprona, novo comprimido para tratamento da obesidade, nos Estados Unidos.
Assim como a liraglutida (Saxenda) e a semaglutida (Ozempic e Wegovy), o novo medicamento imita a ação natural do GLP-1. O hormônio, produzido no intestino durante a alimentação, melhora a secreção de insulina pelo pâncreas e promove a sensação de saciedade. O GLP-1 atua no cérebro, reduzindo o apetite, e também no sistema digestivo, ao retardar o esvaziamento do estômago.
O comprimido será comercializado pela farmacêutica Eli Lilly com o nome de Foundayo. Nos ensaios clínicos da empresa, pessoas com obesidade perderam, em média, 12% do peso corporal.
A dosagem inicial é de 0,8 mg. Após pelo menos 30 dias, ela deve ser aumentada para 2,5 mg e, depois de mais 30 dias, para 5,5 mg. "A dosagem pode ser aumentada ainda para 9 mg, 14,5 mg ou 17,2 mg após pelo menos 30 dias em cada nível, com base na resposta ao tratamento e na tolerabilidade", cita a FDA, em comunicado.
A orforgliprona é o segundo comprimido diário para perda de peso a chegar ao mercado estadunidense. O primeiro foi o Wegovy, da Novo Nordisk, aprovado em dezembro. Os dois comprimidos levam a quantidades comparáveis de perda de peso em pessoas com obesidade.
A dose mais baixa do Foundayo custará US$ 149. O Wegovy em comprimido custa entre US$ 149 e US$ 299 por mês, dependendo da dose.
Existem efeitos colaterais?
Sim. A FDA aponta que o novo comprimido pode gerar efeitos colaterais como náuseas, constipação, diarreia, vômitos, dispepsia, dor abdominal, distensão abdominal, gases, arrotos, doença do refluxo gastroesofágico, fadiga, dor de cabeça e queda de cabelo.
A bula do medicamento traz avisos sobre condições mais graves, como inflamação do pâncreas, lesão renal aguda, hipoglicemia, retinopatia diabética em pacientes com diabetes tipo 2 e doença aguda da vesícula biliar.
Há ainda menção ao risco de reações gastrointestinais graves, hipersensibilidade e aspiração pulmonar durante anestesia geral ou sedação profunda. O uso combinado com outro agonista de GLP-1 é contraindicado.
"A bula do Foundayo inclui um aviso em destaque para tumores de células C da tireoide. O Foundayo não deve ser usado em pacientes com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide ou em pacientes com síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2", alerta o órgão.
(Com informações do The New York Times)