O que fazer para atenuar os sintomas da ansiedade

Quando os sinais de ansiedade se repetem com frequência, torna-se importante aprender maneiras de atenuar os sintomas para que a rotina não seja completamente afetada. Conheça como fazer isso.

29 jan 2026 - 09h31

A ansiedade faz parte do dia a dia de muitas pessoas e pode aparecer em forma de preocupação constante, aperto no peito, dificuldade para dormir ou sensação de que algo ruim está prestes a acontecer. Assim, quando esses sinais se repetem com frequência, torna-se importante aprender maneiras de atenuar os sintomas para que a rotina não seja completamente afetada. Para isso, pequenas mudanças nos hábitos costumam ter impacto significativo ao longo do tempo.

Profissionais de saúde mental apontam que não existe um único recurso capaz de eliminar a ansiedade, mas um conjunto de estratégias que atuam em diferentes frentes: corpo, mente, ambiente e relações sociais. Assim, ao combinar cuidados físicos, técnicas de respiração, organização da rotina e apoio profissional, torna-se possível reduzir o desconforto e recuperar maior sensação de estabilidade emocional.

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Entre as manifestações mais comuns da ansiedad estão: taquicardia, respiração acelerada, tensão muscular, sudorese, pensamentos repetitivos e dificuldade de concentração – depositphotos.com / AndrewLozovyi
Entre as manifestações mais comuns da ansiedad estão: taquicardia, respiração acelerada, tensão muscular, sudorese, pensamentos repetitivos e dificuldade de concentração – depositphotos.com / AndrewLozovyi
Foto: Giro 10

O que é a ansiedade e por que ela aparece?

A ansiedade é uma resposta natural do organismo a situações percebidas como ameaçadoras ou desafiadoras. Em níveis moderados, pode ajudar na preparação para provas, entrevistas ou mudanças importantes. No entanto, o problema surge quando essa reação se torna exagerada, fora de contexto ou contínua, fazendo com que o corpo permaneça em estado de alerta por longos períodos.

Entre as manifestações mais comuns estão: taquicardia, respiração acelerada, tensão muscular, sudorese, pensamentos repetitivos e dificuldade de concentração. Fatores como estresse prolongado, excesso de responsabilidades, histórico familiar, traumas e falta de descanso adequado costumam contribuir para o aumento dos sintomas. Compreender essas origens ajuda a direcionar melhor as estratégias para atenuar a ansiedade.

Como atenuar os sintomas da ansiedade no dia a dia?

Reduzir os sintomas da ansiedade envolve principalmente ajustes na rotina. Medidas simples podem favorecer o equilíbrio do sistema nervoso e diminuir a intensidade das crises. A ideia não é eliminar todas as preocupações, mas criar condições para que o organismo consiga se recuperar entre um momento estressante e outro.

Alguns cuidados diários costumam ser recomendados por especialistas:

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  • Manter horários relativamente fixos para acordar e dormir, favorecendo a qualidade do sono.
  • Reduzir o consumo de cafeína, energéticos, álcool e cigarro, que podem intensificar o nervosismo.
  • Inserir atividades prazerosas na agenda, como leitura, hobbies manuais ou contato com a natureza.
  • Estabelecer limites para o trabalho e estudo, evitando jornadas excessivas.
  • Respeitar pausas curtas ao longo do dia para alongar o corpo e respirar com calma.

Além disso, a organização da rotina contribui para diminuir a sensação de descontrole. Planejar tarefas por prioridade, dividir grandes objetivos em etapas menores e registrar compromissos em agendas ou aplicativos reduz o acúmulo mental e ajuda a aliviar a mente agitada.

Exercícios físicos ajudam mesmo na ansiedade?

A prática de atividade física é um dos recursos mais citados para atenuar sintomas de ansiedade. Movimentar o corpo estimula a liberação de substâncias associadas à sensação de bem-estar, melhora a qualidade do sono e reduz a tensão muscular. Mesmo caminhadas leves já podem gerar impacto relevante, desde que realizadas com frequência.

Para muitas pessoas, o mais importante não é a intensidade do exercício, e sim a regularidade. Algumas opções acessíveis incluem:

  • Caminhada em parques, praças ou esteiras por 20 a 30 minutos.
  • Alongamentos e exercícios de mobilidade ao acordar ou antes de dormir.
  • Dança em casa com músicas favoritas, como forma de aliviar o estresse.
  • Aulas de yoga ou pilates, focadas em respiração e fortalecimento.

Antes de iniciar atividades mais intensas, pessoas com problemas cardíacos, respiratórios ou outras condições crônicas devem buscar orientação médica. A individualização do treino permite aproveitar melhor os benefícios físicos e emocionais, sem sobrecarregar o organismo.

Técnicas de respiração e relaxamento são ferramentas úteis em momentos de crise ou de maior tensão – depositphotos.com / brizmaker
Foto: Giro 10

Quais técnicas de respiração e relaxamento podem aliviar a ansiedade?

Técnicas de respiração e relaxamento são ferramentas úteis em momentos de crise ou de maior tensão. Ao desacelerar a respiração, o corpo envia sinais ao cérebro de que não há perigo imediato, o que favorece a redução dos batimentos cardíacos e do estado de alerta exagerado.

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Entre os métodos simples que podem ser realizados em casa, destacam-se:

  1. Respiração diafragmática: inspirar pelo nariz enchendo o abdome de ar, segurar por alguns segundos e expirar lentamente pela boca.
  2. Respiração 4-4-4-4: inspirar contando até 4, segurar o ar por 4 segundos, soltar o ar em 4 segundos e aguardar mais 4 antes da próxima inspiração.
  3. Relaxamento muscular progressivo: tensionar grupos musculares (mãos, ombros, pernas) por alguns segundos e depois relaxar, percebendo a diferença entre tensão e soltura.

A prática frequente dessas técnicas, mesmo em momentos de calma, torna mais fácil utilizá-las automaticamente quando a ansiedade se intensifica. Ambientes silenciosos e confortáveis, com luz mais baixa, tendem a favorecer a adesão ao relaxamento.

Quando buscar ajuda profissional para ansiedade?

A ansiedade pode ser manejada com estratégias caseiras em muitos casos, mas alguns sinais indicam a necessidade de acompanhamento especializado. Quando os sintomas passam a interferir em relacionamentos, trabalho, estudos ou autocuidado básico, a avaliação de um psicólogo ou psiquiatra torna-se recomendada.

Situações como crises frequentes de pânico, pensamentos negativos persistentes, uso excessivo de substâncias para tentar se acalmar ou dificuldade extrema para sair de casa merecem atenção imediata. Profissionais de saúde mental podem indicar psicoterapia, mudanças de rotina e, em alguns casos, medicação, sempre de acordo com a particularidade de cada pessoa.

Ao combinar apoio profissional com ajustes no estilo de vida, técnicas de respiração e fortalecimento de redes de apoio, muitas pessoas conseguem atenuar significativamente os sintomas da ansiedade, retomando gradualmente uma rotina mais estável e organizada.

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