O ebola é uma doença infecciosa grave, de origem zoonótica, que afeta o sistema de defesa do corpo e pode ser fatal. O vírus é transmitido inicialmente aos humanos pelo contato direto com órgãos, sangue e fluidos de animais infectados, como morcegos frugívoros, chimpanzés e antílopes.
Como ocorre a transmissão
Entre humanos, o ebola não se espalha pelo ar como a gripe ou a covid-19. O contágio exige contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada que já apresente sintomas. Isso inclui sangue, suor, saliva, vômito, fezes, urina, sêmen e muco.
A infecção também pode ocorrer pelo contato indireto com objetos contaminados, como agulhas e materiais hospitalares, ou durante rituais funerários que envolvam contato direto com o corpo de vítimas da doença. Pessoas que se recuperam devem manter precauções, pois o vírus pode permanecer no sêmen por até sete semanas.
Quais são os sintomas
O período de incubação do vírus varia de dois a 21 dias. Os sinais iniciais costumam ser semelhantes aos de outras infecções, incluindo:
- Febre repentina;
- Cansaço extremo e fraqueza;
- Dores musculares, nas articulações, de cabeça e de garganta.
Com o avanço da doença, o quadro pode evoluir para vômitos, diarreia, dor abdominal e manchas na pele. Em casos mais graves, o vírus interfere na coagulação do sangue e afeta órgãos como fígado e rins, podendo causar sangramentos internos e externos, além de perda severa de líquidos.
Como é o tratamento
O atendimento precoce aumenta significativamente as chances de sobrevivência. O tratamento baseia-se em cuidados intensivos e isolamento do paciente. A hidratação rápida, seja com líquidos contendo eletrólitos ou fluidos intravenosos, é fundamental para evitar a desidratação e a falência múltipla de órgãos.
Embora surtos mais antigos não contassem com imunizantes, atualmente existem vacinas aprovadas, como a Ervebo (de dose única) e a Zabdeno, que vêm sendo utilizadas com sucesso para conter epidemias. No entanto, variantes raras do vírus, como a cepa Bundibugyo, ainda não possuem vacinas ou medicamentos específicos aprovados, dependendo exclusivamente de cuidados clínicos otimizados.
Terapias experimentais, como o uso de medicamentos específicos (a exemplo do ZMapp) e transfusões de sangue de sobreviventes, também já foram testadas como alternativas de tratamento em surtos anteriores.