O que é o ebola: entenda os sintomas, a transmissão e o tratamento

Doença infecciosa grave é transmitida por fluidos corporais e exige hidratação rápida; vacinas já ajudam a conter surtos

22 mai 2026 - 12h57
Termômetros na entrada de um centro de tratamento de Ebola na cidade de Butembo, na República Democrática do Congo
4 de outubro de 2019
REUTERS/Zohra Bensemra
Termômetros na entrada de um centro de tratamento de Ebola na cidade de Butembo, na República Democrática do Congo 4 de outubro de 2019 REUTERS/Zohra Bensemra
Foto: Reuters

O ebola é uma doença infecciosa grave, de origem zoonótica, que afeta o sistema de defesa do corpo e pode ser fatal. O vírus é transmitido inicialmente aos humanos pelo contato direto com órgãos, sangue e fluidos de animais infectados, como morcegos frugívoros, chimpanzés e antílopes.

Como ocorre a transmissão

Entre humanos, o ebola não se espalha pelo ar como a gripe ou a covid-19. O contágio exige contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada que já apresente sintomas. Isso inclui sangue, suor, saliva, vômito, fezes, urina, sêmen e muco.

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A infecção também pode ocorrer pelo contato indireto com objetos contaminados, como agulhas e materiais hospitalares, ou durante rituais funerários que envolvam contato direto com o corpo de vítimas da doença. Pessoas que se recuperam devem manter precauções, pois o vírus pode permanecer no sêmen por até sete semanas.

Quais são os sintomas

O período de incubação do vírus varia de dois a 21 dias. Os sinais iniciais costumam ser semelhantes aos de outras infecções, incluindo:

  • Febre repentina;
  • Cansaço extremo e fraqueza;
  • Dores musculares, nas articulações, de cabeça e de garganta.

Com o avanço da doença, o quadro pode evoluir para vômitos, diarreia, dor abdominal e manchas na pele. Em casos mais graves, o vírus interfere na coagulação do sangue e afeta órgãos como fígado e rins, podendo causar sangramentos internos e externos, além de perda severa de líquidos.

Como é o tratamento

O atendimento precoce aumenta significativamente as chances de sobrevivência. O tratamento baseia-se em cuidados intensivos e isolamento do paciente. A hidratação rápida, seja com líquidos contendo eletrólitos ou fluidos intravenosos, é fundamental para evitar a desidratação e a falência múltipla de órgãos.

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Embora surtos mais antigos não contassem com imunizantes, atualmente existem vacinas aprovadas, como a Ervebo (de dose única) e a Zabdeno, que vêm sendo utilizadas com sucesso para conter epidemias. No entanto, variantes raras do vírus, como a cepa Bundibugyo, ainda não possuem vacinas ou medicamentos específicos aprovados, dependendo exclusivamente de cuidados clínicos otimizados.

Terapias experimentais, como o uso de medicamentos específicos (a exemplo do ZMapp) e transfusões de sangue de sobreviventes, também já foram testadas como alternativas de tratamento em surtos anteriores.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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