Maioria das mulheres relata dor na inserção do DIU

21 set 2026 - 09h53
(atualizado às 09h54)
Resumo
Um estudo da Unicamp com mais de 7 mil pacientes revelou que 81% das mulheres sentem dor moderada a severa durante a inserção do DIU, sendo que 54% relataram dor intensa e apenas 3% não sentiram nada. O dado contrasta fortemente com o manual do Ministério da Saúde, que estima desconforto severo em menos de 5% dos casos. Diante desse cenário, a OMS recomenda o uso de anestesia local e analgésicos para mitigar o sofrimento, desde que a falta desses recursos não inviabilize o acesso ao método contraceptivo.

21 de setembro de 2026 (Bibliomed). O número de mulheres que relata do na inserção do dispositivo intrauterino (DIU) chega a 81%. É o que mostra estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Esse percentual é 16 vezes maior ao estimado no manual técnico do Ministério da Saúde, que afirma que menos de 5% das mulheres experimentam esse nível de desconforto. A dor severa foi relatada por 54% das participantes e, a moderada, por 27%.

Maioria das mulheres relata dor na inserção do DIU
Maioria das mulheres relata dor na inserção do DIU
Foto: africaimages/Evanto / Boa Saúde

Os pesquisadores analisaram 7.259 inserções de DIU realizadas entre 2022 e 2024 em um hospital público de Campinas. Os níveis de dor foram classificados como leve, moderada e intensa, e os sintomas tratados com analgésicos, antiespasmódicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e opioides, conforme intensidade relatada pela paciente.

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Os resultados mostraram que apenas 3% das mulheres relataram nenhuma dor; 15% dor leve; 27% dor moderada; e 54% dor severa. Na prática, isso indica que 81% das pacientes experimentaram dor de moderada a severa.

Segundo os autores, esses resultados contrastam com o descrito nas diretrizes brasileiras, que apontam o procedimento como simples e que apenas uma pequena parcela das mulheres apresentaria dor severa.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é o uso de anestesia local e outras estratégias para diminuir a dor na inserção do DIU, quando esses recursos estão disponíveis, mas ressalta que a ausência dessas maneiras de diminuir a dor não deve impedir o acesso e disponibilização do método.

Fonte: Journal of Gynecology & Obstetrics. DOI:  10.1002/ijgo.71026.

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