Isabel Veloso: O que é e quais os sintomas do linfoma de Hodgkin, diagnóstico da influenciadora?

Ela morreu neste sábado, 10, e foi diagnosticada com a doença em 2021; tipo de câncer atinge, principalmente, os jovens

10 jan 2026 - 14h32

Morreu neste sábado, 10, a influenciadora Isabel Veloso, que compartilhava sua rotina de tratamento contra um câncer terminal nas redes sociais. Isabel foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin em 2021, aos 15 anos, e, segundo o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, onde estava internada, morreu por complicações de um transplante de medula óssea que fez em outubro. A notícia da morte foi confirmada pelo marido da influenciadora, Lucas Borbas, no Instagram.

Isabel estava internada desde novembro. À época do início da internação, os exames da influenciadora apontaram um excesso de magnésio no sangue. Poucos dias depois, ela foi diagnosticada com um quadro grave de pneumonia.

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Isabel Veloso foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin em 2021, aos 15 anos.
Isabel Veloso foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin em 2021, aos 15 anos.
Foto: @isabelvelosoo via Instagram / Estadão

A influenciadora passou por tratamento paliativo por anos. Em maio de 2025, ela revelou que a doença estava em remissão, contrariando o prognóstico de muitos médicos.

No início da internação, em novembro, o marido contou que Isabel chegou a parar de respirar e de ter saturação. Ela recebeu alta da UTI, mas precisou retornar à Unidade de Tratamento Intensivo após piora.

O que é linfoma de Hodgkin?

O Linfoma de Hodgkin é um tipo câncer agressivo que se origina no sistema linfático. Conforme informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença tem a característica de se espalhar de forma ordenada, por meio dos vasos linfáticos.

As células malignas originadas nos linfonodos podem se disseminar para tecidos próximos e, caso não forem tratadas, para outras partes do corpo. O câncer atinge, com mais frequência, a região do pescoço e do tórax.

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O Linfoma de Hodgkin pode acometer pessoas de qualquer gênero e todas as faixas etárias, mas é mais frequente em homens e em jovens de 15 a 25 anos. O Inca informa que os tratamentos disponíveis atualmente podem curar a maioria dos pacientes.

Segundo Mariana Oliveira, oncohematologista da Oncoclínicas, não há prevenção para a doença, mas os linfomas têm alto potencial curativo. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

Quais os sintomas do linfoma de Hodgkin?

A médica explica que os sintomas do Linfoma de Hodgkin, em geral, incluem:

  • Aumento dos gânglios linfáticos (as ínguas, em linguagem popular) nas axilas, na virilha e/ou no pescoço;
  • Dor abdominal;
  • Perda de peso;
  • Fadiga;
  • Coceira no corpo;
  • Febre

A doença também pode acometer órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.

Como é o tratamento?

O linfoma de Hodgkin têm características clínicas diferentes do linfoma não-Hodgkin, que atinge, mais frequentemente, pessoas com mais de 60 anos. Por isso, afirma Mariana, o tratamento não segue um padrão específico, mas, geralmente, consiste em quimioterapia e/ou radioterapia.

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Em alguns casos, o tratamento contra a doença também pode envolver terapias alvo-moleculares. O transplante de medula óssea, diz a oncohematologista, é indicado a depender da extensão dos tumores e da eficácia da medicação.

Mariana afirma que, para combater os linfomas, a medicina vem criando novas alternativas terapêuticas. Um exemplo é o autotransplante, em que o paciente passa por quimioterapia intensa e recebe sua própria medula, e a imunoterapia, que estimula o organismo a reconhecer e combater células tumorais. "A medicina tem avançado nos últimos anos, principalmente através da terapia celular", comenta a médica.

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