Um estudo francês com 19 mil casos revelou que homens têm maior probabilidade de sobreviver a paradas cardíacas fora do hospital do que mulheres, sobretudo a partir dos 35 anos. O público masculino sofre mais episódios em locais públicos ou esportivos, facilitando o socorro precoce. Além de possíveis fatores biológicos, foram observadas desigualdades no atendimento: as mulheres receberam menos angiografias coronárias e registraram menor taxa de sobrevida hospitalar em todas as faixas etárias.
26 de outubro de 2026 (Bibliomed). Homens parecem apresentar maior probabilidade de sobreviver a uma parada cardíaca ocorrida fora do hospital do que mulheres, especialmente nas faixas etárias mais elevadas. O resultado vem de um estudo realizado na região de Paris que analisou aproximadamente 19 mil casos.
Os pesquisadores avaliaram episódios ocorridos entre 2011 e 2018, comparando características e resultados de crianças e adolescentes, adultos jovens e pessoas com 35 anos ou mais.
Entre adultos, as paradas cardíacas masculinas ocorreram mais frequentemente em locais públicos e durante práticas esportivas. Essas circunstâncias podem favorecer o reconhecimento rápido da emergência e o início precoce das manobras de ressuscitação.
Também foram encontradas diferenças após a chegada ao hospital. As mulheres foram submetidas com menor frequência à angiografia coronária, exame utilizado para investigar obstruções nas artérias do coração.
A sobrevivência até a alta hospitalar foi menor entre as mulheres em todas as faixas etárias analisadas, embora a diferença tenha alcançado significância estatística apenas entre pessoas com 35 anos ou mais.
Fatores biológicos, diferentes causas da parada cardíaca e possíveis desigualdades no atendimento podem contribuir para os resultados. Compreender essas diferenças poderá ajudar a aperfeiçoar estratégias de emergência e aumentar as chances de sobrevivência.
Fonte: Heart. DOI: 10.1136/heartjnl-2024-323867.