Homens apresentam maior sobrevida após parada cardíaca fora do hospital

26 out 2026 - 10h47
(atualizado às 10h50)
Resumo
Um estudo francês com 19 mil casos revelou que homens têm maior probabilidade de sobreviver a paradas cardíacas fora do hospital do que mulheres, sobretudo a partir dos 35 anos. O público masculino sofre mais episódios em locais públicos ou esportivos, facilitando o socorro precoce. Além de possíveis fatores biológicos, foram observadas desigualdades no atendimento: as mulheres receberam menos angiografias coronárias e registraram menor taxa de sobrevida hospitalar em todas as faixas etárias.

26 de outubro de 2026 (Bibliomed). Homens parecem apresentar maior probabilidade de sobreviver a uma parada cardíaca ocorrida fora do hospital do que mulheres, especialmente nas faixas etárias mais elevadas. O resultado vem de um estudo realizado na região de Paris que analisou aproximadamente 19 mil casos.

Homens apresentam maior sobrevida após parada cardíaca fora do hospital
Homens apresentam maior sobrevida após parada cardíaca fora do hospital
Foto: RATTANAKUN/Evanto / Boa Saúde

Os pesquisadores avaliaram episódios ocorridos entre 2011 e 2018, comparando características e resultados de crianças e adolescentes, adultos jovens e pessoas com 35 anos ou mais.

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Entre adultos, as paradas cardíacas masculinas ocorreram mais frequentemente em locais públicos e durante práticas esportivas. Essas circunstâncias podem favorecer o reconhecimento rápido da emergência e o início precoce das manobras de ressuscitação.

Também foram encontradas diferenças após a chegada ao hospital. As mulheres foram submetidas com menor frequência à angiografia coronária, exame utilizado para investigar obstruções nas artérias do coração.

A sobrevivência até a alta hospitalar foi menor entre as mulheres em todas as faixas etárias analisadas, embora a diferença tenha alcançado significância estatística apenas entre pessoas com 35 anos ou mais.

Fatores biológicos, diferentes causas da parada cardíaca e possíveis desigualdades no atendimento podem contribuir para os resultados. Compreender essas diferenças poderá ajudar a aperfeiçoar estratégias de emergência e aumentar as chances de sobrevivência.

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Fonte: Heart. DOI: 10.1136/heartjnl-2024-323867.

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