A família de um bebê de quatro meses, internado com bronquiolite em Goiana (PE), denuncia que a criança morreu após receber leite na veia por engano, em vez da sonda alimentar. Segundo os parentes, a profissional responsável admitiu a falha e deixou o local. O Hospital Memorial de Goiana afastou a funcionária e abriu apuração interna. O caso foi registrado no DHPP e a confirmação se a troca de vias causou o óbito depende de um laudo pericial complementar, previsto para sair em até 30 dias.
Um bebê de quatro meses morreu no Hospital Memorial de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, após uma suposta falha na administração da alimentação. A família denuncia que o leite destinado à sonda teria sido conectado a um acesso venoso utilizado para medicamentos. A relação entre o procedimento e a morte ainda depende de confirmação pericial.
A criança, chamada Miguel Ângelo, estava internada para tratar uma bronquiolite. Segundo os familiares, ela apresentava melhora e havia expectativa de realização de exames para avaliar a possibilidade de alta.
O hospital informou que afastou a profissional envolvida e acionou sua equipe de segurança do paciente para apurar as circunstâncias da ocorrência. A instituição também declarou que está à disposição das autoridades.
Família relata piora durante a madrugada
Miguel havia recebido atendimento inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz de Rebouças, em Igarassu, após apresentar dificuldades respiratórias. Depois, foi transferido para a UTI pediátrica do Hospital Memorial de Goiana.
Durante a internação, o bebê recebia alimentação por sonda e também tinha um acesso venoso central para a administração de medicamentos. A denúncia dos familiares é de que uma profissional de enfermagem teria confundido as duas vias.
A tia da criança, Meire, que a acompanhava no hospital, contou à TV Jornal que havia se ausentado para ir ao banheiro. Ao perceber que o sobrinho começou a passar mal, ela afirmou ter alertado a equipe sobre uma possível conexão incorreta.
O pai, José Márcio, relatou que a profissional teria reconhecido o erro diante de uma médica. Ele também afirmou que a funcionária deixou a unidade antes do encerramento do plantão. Esses relatos integram a versão apresentada pela família e ainda precisam ser esclarecidos na apuração.
Causa da morte será esclarecida por perícia
O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A causa oficial da morte aguarda um laudo complementar, com prazo informado de até 30 dias para conclusão.
O corpo passou pelo Instituto de Medicina Legal (IML) antes de ser liberado aos familiares. A investigação deverá esclarecer o procedimento realizado e se houve relação com o óbito.