Febre do Nilo Ocidental: o que é a doença que matou 1 em SC e já registoru casos em SP

A doença é uma infecção viral aguda transmitida pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns)

24 ago 2026 - 20h11
Foto: Reprodução/Wikipedia

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental (FNO) no estado. Em Santa Catarina, foram registrados dois casos, sendo um deles com óbito. A doença é uma infecção viral aguda transmitida pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns, também conhecidos como muriçocas), que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.  

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. No entanto, quadros mais graves podem afetar o sistema nervoso central ou periférico, provocando encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. 

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O que é a Febre do Nilo Ocidental?

É uma infecção viral causada por um  arbovírus, um vírus transmitidos por mosquitos, carrapatos e outros artrópodes. Entre as doenças causadas por esses vírus estão também dengue, zika, chikungunya e febre amarela

Como ocorre a infecção?

A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns, também conhecidos como muriçocas), que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas. 

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Quais são os sintomas? 

- Febre;

- Mal-estar;

- Falta de apetite;

- Náuseas e vômitos;

- Dor de cabeça;

- Dor muscular;

- Dor nos olhos;

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- Manchas na pele (exantema máculo-papular);

- Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia);

- Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões).

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames laboratoriais, especialmente quando há suspeita de infecção. Atualmente, não existe vacina para humanos nem antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas e, nos casos mais graves, especialmente quando há comprometimento neurológico, pode ser necessária a internação hospitalar.

Como se prevenir?

  • Utilizar repelentevita;
  • Evitar exposição aos vetores, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Evitar água parada e locais sem saneamento básico;
  • Evitar o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos;
  • Evitar, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.
Fonte: Portal Terra
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