A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental (FNO) no estado. Em Santa Catarina, foram registrados dois casos, sendo um deles com óbito. A doença é uma infecção viral aguda transmitida pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns, também conhecidos como muriçocas), que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.
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Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. No entanto, quadros mais graves podem afetar o sistema nervoso central ou periférico, provocando encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas.
O que é a Febre do Nilo Ocidental?
É uma infecção viral causada por um arbovírus, um vírus transmitidos por mosquitos, carrapatos e outros artrópodes. Entre as doenças causadas por esses vírus estão também dengue, zika, chikungunya e febre amarela
Como ocorre a infecção?
A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns, também conhecidos como muriçocas), que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.
Quais são os sintomas?
- Febre;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Dor nos olhos;
- Manchas na pele (exantema máculo-papular);
- Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia);
- Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões).
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames laboratoriais, especialmente quando há suspeita de infecção. Atualmente, não existe vacina para humanos nem antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas e, nos casos mais graves, especialmente quando há comprometimento neurológico, pode ser necessária a internação hospitalar.
Como se prevenir?
- Utilizar repelentevita;
- Evitar exposição aos vetores, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Evitar água parada e locais sem saneamento básico;
- Evitar o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos;
- Evitar, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.