Dormir entre 6,4 e 7,8 horas por noite favorece um envelhecimento saudável, segundo estudo publicado na Nature. A análise de relógios biológicos revelou que tanto a falta (menos de 6 horas) quanto o excesso de sono (mais de 8 horas) estão associados ao envelhecimento acelerado de órgãos vitais, como cérebro e coração, além de maior incidência de obesidade, hipertensão e depressão. Embora a relação seja de associação e não de causa direta, indica-se manter uma rotina de sono regular e adequada.
05 de outubro de 2026 (Bibliomed). Dormir na medida certa pode ajudar a preservar a saúde de diversos órgãos ao longo da vida. Um estudo recente sugere que tanto a falta quanto o excesso de sono estão associados a um envelhecimento biológico mais acelerado.
Os pesquisadores analisaram indicadores conhecidos como "relógios biológicos", que estimam a idade funcional de diferentes órgãos do corpo. Os resultados mostraram que pessoas que dormiam menos de seis horas por noite apresentavam sinais de envelhecimento mais rápido no cérebro, coração, pulmões e sistema imunológico. Já aquelas que dormiam mais de oito horas também apresentavam envelhecimento acelerado em vários órgãos.
A faixa considerada mais favorável ficou entre 6,4 e 7,8 horas de sono por noite.
O estudo também observou que dormir muito pouco ou muito tempo esteve associado a maior frequência de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doença coronariana, depressão e ansiedade.
Os pesquisadores ressaltam que os resultados mostram apenas uma associação e não significam que a duração do sono seja a causa direta do envelhecimento acelerado. Além disso, dormir por muitas horas pode refletir problemas de saúde já existentes. A principal recomendação é manter uma rotina de sono regular e adequada às necessidades individuais.
Fonte: Nature. DOI: 10.1038/s41586-026-10524-5.