A ex-participante do Big Brother Brasil, Jaque Khury, de 42 anos, foi diagnosticada com depressão e TDAH. No domingo, 4, em interação com seus seguidores no Instagram, Jaque Khury afirmou que passou a tomar medicamentos receitados e que, antes de refletir, tinha bastante preconceito com relação à questão.
"Não é vergonha nenhuma para ninguém. Ninguém aqui é super-homem ou supermulher. Eu estava um mês atrás pensando em desistir da minha faculdade porque não estava conseguindo estudar, me concentrar. Eu não estava com vontade de fazer nada, nem de trabalhar, nem de estudar, nem de ir pra academia, nem de sair de casa", iniciou ela, que cursa pós-graduação em Biomedicina Estética.
Segundo Jaque, diversas coisas foram ligando o alerta de que algo não estava bem. Ao voltar de uma viagem recente, por exemplo, ela se sentiu "drenada, sugada energeticamente", o que prejudicou sua rotina. "O auge foi quando eu deixei o porta-malas do meu carro cheio aberto na rua. E pequenas atividades do dia a dia, eu não estava conseguindo fazer. Coisas básicas, eu esquecia, não dava conta", contou ela.
A orientação para tomar medicamentos veio após uma consulta com o mesmo psiquiatra que trata seu filho. Atualmente, ela é mãe de Gael (12), do antigo casamento com o empresário e produtor Rafael Mello.
"Decidi passar [na consulta] e falar: 'Vou me dar essa chance'. Porque eu tenho preconceito com remédio. Na verdade, eu tinha. 'Não vou tomar nada para a cabeça. Sou forte'. É uma bobagem isso. Os remédios estão aí para auxiliar a gente... Ainda está cedo para eu falar, mas eu já senti alguma melhora", falou.
Com o diagnóstico e o medicamento em mãos, Jaque reafirmou o desejo de gerar mudança em sua vida.
"Tudo tem motivo pra ser. Tem o tempo de Deus para tudo. Mas eu senti, no meu coração, que isso foi um alerta para eu mudar minha postura diante da vida. Não é a gente se entregar, ou tomar o remédio e achar que vai melhorar. Eu senti que eu estava me deixando de lado, como pessoa."
"Só estava priorizando o trabalho, o estudo e a minha vida de mãe. Era basicamente isso. Eu não estava fazendo nada por mim. Cadê as minhas amizades? A minha vida social? Como eu estava tratando a Jaque como mulher? Anulando."
Logo depois, ela voltou a dar exemplos da vida que estava tendo. "Eu era aquela pessoa que, se eu visse uma pessoa conhecida na academia, na rua, eu desviava para não cumprimentar e não perder tempo. Hoje eu entendi que tem que ser diferente. A gente tem que parar, conversar, olhar para o outro, fazer amizades e aceitar os convites enquanto eles ainda vêm. Porque pode ser que amanhã você esteja velha, sozinha, sem amigos, sem convites, sem nada."
Ela ainda explicou que sua condição, a de mãe solteira, muitas vezes dificulta a vida social ativa.
"É muito difícil simplesmente sair, curtir, ter ficante, ter uma vida. Primeiro, porque os filhos cobram nossa presença. Segundo, porque a nossa rede de apoio, que geralmente são nossas mães, elas também vão criticar quando a gente sai, como se a gente não tivesse direito a se divertir, como se a gente estivesse sendo irresponsável. E às vezes elas não falam nada, mas a gente sente culpa. É duro pra uma mulher de 42 anos como eu ter que responder a hora que eu vou chegar em casa".
Receber o diagnóstico e a receita médica não foi uma coisa fácil para Jaque Khury. Entretanto, ela estava decidida a mudar de vida. "Aquilo me assustou. Falei: 'Vou mudar, não é tomar o remédio e ficar quieta'. Vou sair, ter amizades, e assim estou fazendo há algumas semanas. E tentando não ter culpa, apesar dela ainda existir."