Doença falciforme: entenda os sintomas e os cuidados que ajudam a prevenir crises

Alterações nos glóbulos vermelhos podem comprometer a circulação e provocar dor, anemia, infecções e outras complicações

26 out 2026 - 19h38
Resumo
A doença falciforme é uma condição genética que deforma os glóbulos vermelhos, dificultando a circulação e a oxigenação do corpo. Comum desde a infância, manifesta-se por dores intensas, anemia, fadiga e risco de lesões em órgãos vitais ou AVC. O diagnóstico precoce é possível pelo teste do pezinho ou eletroforese no SUS. Embora não tenha cura simples, hidratação, vacinas, acompanhamento médico regular e tratamentos específicos previnem crises e reduzem complicações graves.

O Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes chama atenção para uma condição hereditária que pode provocar diferentes impactos ao longo da vida. A doença falciforme altera características dos glóbulos vermelhos e pode comprometer a circulação do sangue e a chegada de oxigênio aos tecidos.

Doença falciforme pode ser identificada ainda nos primeiros dias de vida e exige acompanhamento contínuo para reduzir riscos
Doença falciforme pode ser identificada ainda nos primeiros dias de vida e exige acompanhamento contínuo para reduzir riscos
Foto: Johan_Benitez99co/pixabay / Bons Fluidos

Em determinadas situações, essas células deixam de manter sua forma arredondada e flexível e passam a adquirir um formato semelhante ao de uma foice. Com isso, encontram mais dificuldade para circular pelos vasos sanguíneos, o que pode desencadear diferentes manifestações no organismo.

Publicidade

Apesar de a anemia falciforme ser uma das formas mais conhecidas, o termo doença falciforme engloba diferentes combinações genéticas relacionadas à hemoglobina S.

Doença falciforme: quais sintomas podem aparecer?

Os sinais variam conforme cada paciente e podem surgir desde os primeiros anos de vida. Entre os mais comuns estão crises de dor, anemia, cansaço, icterícia, inchaço nas mãos e nos pés e infecções frequentes. A condição também pode provocar complicações em órgãos como pulmões, rins, fígado e baço.

Em alguns casos, há ainda risco de problemas neurológicos, como o acidente vascular cerebral, especialmente durante a infância. Desidratação, infecções, frio intenso, traumas e esforço físico estão entre as situações que podem favorecer episódios de crise. Por isso, reconhecer esses fatores faz parte do acompanhamento da doença.

Diagnóstico pode começar no teste do pezinho

No Brasil, o teste do pezinho permite identificar alterações relacionadas à doença ainda nos primeiros dias de vida. Crianças maiores, jovens ou adultos que não passaram pela triagem podem realizar a eletroforese de hemoglobina, exame de sangue que identifica diferentes tipos de hemoglobina.

Publicidade

O SUS disponibiliza o procedimento, que também pode integrar o acompanhamento pré-natal de gestantes e parceiros. Descobrir a condição precocemente ajuda a iniciar o acompanhamento médico antes do surgimento de complicações mais graves.

Cuidados ajudam a reduzir crises e complicações

Como a doença tem origem genética, os cuidados não impedem seu aparecimento. No entanto, algumas medidas podem diminuir o risco de crises e favorecer um controle mais adequado ao longo da vida.

Boa hidratação, vacinação atualizada, consultas regulares, realização de exames e controle de outras condições de saúde fazem parte desse cuidado. O acompanhamento nutricional também pode ser indicado conforme as necessidades de cada pessoa.

O tratamento varia de acordo com o tipo da doença e com a gravidade dos sintomas. Entre as possibilidades estão medicamentos, controle da dor, transfusões de sangue e, em situações específicas, transplante de medula óssea. O acompanhamento contínuo permite identificar alterações com maior rapidez, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida de quem convive com a doença.

Publicidade
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações