Da cárie ao estresse: dentista explica o que pode causar dor de dente

Dor de dente pode ser causada por cárie, bruxismo, sinusite e até estresse. Dentista explica os principais sinais de alerta e como prevenir o problema.

20 mai 2026 - 14h45

dor de dente pode surgir por motivos muito diferentes, e nem sempre a origem está apenas na cavidade bucal. Cáries, inflamações, bruxismo, sensibilidade e até estresse estão entre as causas mais comuns do incômodo, que pode atingir pessoas de todas as idades.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Segundo a dentista Camile Pacheco, do AmorSaúde, a dor pode estar ligada à falta de higiene bucal, mas também a problemas na mandíbula, nos ossos da face e até à sinusite. Por isso, entender o que desencadeia o sintoma é fundamental para evitar complicações e buscar o tratamento certo.

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O que pode causar dor de dente

A dor de dente costuma aparecer quando há inflamação ou agressão à estrutura dentária. Entre as causas mais frequentes estão cáries, fraturas, desgaste do esmalte, problemas na gengiva e inflamação na polpa, que é a parte interna do dente.

A falta de higiene bucal aumenta o risco de cáries e gengivite, condições que podem provocar dor e desconforto. Quando a limpeza não é feita corretamente, a placa bacteriana se acumula e favorece o surgimento de inflamações.

Outro fator comum é o bruxismo, hábito de apertar ou ranger os dentes, principalmente durante o sono. Esse movimento pode desgastar a arcada dentária, causar sensibilidade e gerar dor persistente.

Quando a dor vem de fora da boca

Nem toda dor sentida nos dentes tem origem no próprio dente. Em alguns casos, o incômodo está relacionado a estruturas próximas ou até a outras condições de saúde.

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O nascimento do siso, por exemplo, pode provocar dor quando não há espaço suficiente na mandíbula. Já alterações nos ossos da face e nas articulações da mandíbula também podem gerar sensação de dor dentária.

A sinusite é outro caso que merece atenção. A inflamação dos seios da face pode causar dor na região dos dentes superiores, mesmo quando a higiene bucal está em dia.

O estresse e a ansiedade também entram nessa lista. Esses fatores emocionais podem intensificar o bruxismo e aumentar a pressão sobre os dentes, o que contribui para o aparecimento da dor.

Sinais de alerta

A dor de dente deve chamar atenção especialmente quando aparece sem motivo aparente. Segundo a dentista, o sintoma é mais preocupante quando surge de forma espontânea, sem pancada, atrito ou outro estímulo direto.

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A sensibilidade ao quente e ao frio também pode indicar problema. O mesmo vale para dor ao mastigar, já que esse sinal pode estar ligado a inflamações, cáries profundas ou fraturas.

Se houver inchaço, sangramento gengival, dificuldade para mastigar ou dor recorrente, o ideal é procurar avaliação odontológica o quanto antes. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de evitar tratamentos mais complexos.

Hábitos que podem piorar o problema

Alguns costumes do dia a dia favorecem o surgimento de dor de dente. Escovar com força demais, por exemplo, pode desgastar o esmalte e machucar a gengiva.

O uso incorreto do fio dental também pode causar ferimentos e inflamações. Já uma higiene bucal inadequada permite o acúmulo de resíduos e aumenta o risco de cáries e outros problemas.

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A alimentação também influencia. O consumo frequente de carboidratos fermentáveis, como pães e laticínios, pode contribuir para o desgaste do esmalte e para a formação de cáries, principalmente quando a limpeza bucal não está em dia.

Como prevenir dor de dente

A prevenção começa com cuidados básicos e regulares. Escovar os dentes corretamente, usar fio dental todos os dias e manter visitas periódicas ao dentista são medidas essenciais.

Essas consultas ajudam a identificar alterações no início, antes que elas provoquem dor ou evoluam para problemas mais graves. Em casos de bruxismo, o profissional pode indicar tratamentos específicos para proteger os dentes durante a noite.

Também é importante observar o próprio corpo. Se a dor aparece com frequência, o mais seguro é não esperar piorar. A avaliação profissional é a forma mais eficaz de descobrir a causa e definir a conduta ideal.

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