Um estudo do Instituto de Ciências de Tóquio revelou que cozinhar em casa reduz o risco de demência em idosos. Analisando cerca de 11 mil participantes, a pesquisa associou o hábito a uma queda de 23% no risco para homens e 27% para mulheres. Entre aqueles com pouca habilidade culinária que cozinham ao menos uma vez por semana, a redução chegou a 67%. O benefício ocorre pela melhora na dieta, pelo estímulo de atividades físicas e pelas exigências cognitivas envolvidas no preparo das refeições.
06 de outubro de 2026 (Bibliomed). Estudos anteriores mostram que cozinhar em casa pode ser uma ótima estratégia para a saúde. Pesquisas associaram o ato de cozinhar em casa a um menor risco de certos problemas de saúde, como diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardíacas, e pode oferecer benefícios para a saúde mental.
Agora, um novo estudo realizado no Instituto de Ciências de Tóquio, no Japão, afirma que cozinhar mais em casa também pode ajudar a diminuir o risco de demência. Os pesquisadores descobriram que, para pessoas com pouca habilidade culinária, preparar uma refeição do zero em casa pelo menos uma vez por semana pode reduzir o risco de demência em 67%.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de saúde de quase 11.000 participantes adultos com 65 anos ou mais, participantes do Estudo Japonês de Avaliação Gerontológica. Os participantes responderam a questionários sobre a frequência com que cozinhavam em casa e suas habilidades culinárias, como descascar frutas e legumes, grelhar peixe, cozinhar ovos e preparar pratos tradicionais, como refogados ou ensopados.
Os resultados mostraram que preparar uma refeição do zero em casa estava associado a uma redução de 23% no risco de demência entre os participantes do sexo masculino e de 27% entre as participantes do sexo feminino. Além disso, para os participantes do estudo com pouca experiência culinária, preparar uma refeição em casa pelo menos uma vez por semana estava correlacionado com uma redução de 67% no risco de demência.
Segundo os autores, cozinhar em casa promove hábitos alimentares mais saudáveis, como o aumento da ingestão de frutas e legumes e a redução do consumo de alimentos processados. Também envolve atividades físicas como fazer compras e preparar refeições, que são importantes fontes de exercício para idosos, especialmente após a aposentadoria. Além disso, cozinhar exige tarefas cognitivas complexas, como planejamento, seleção de ingredientes e seguir receitas, proporcionando estimulação mental.
Fonte: Journal of Epidemiology & Community Health. DOI: 10.1136/jech-2025-225139.