Marcas de uso no colchão nem sempre indicam defeito, mas a perda permanente de sustentação e afundamentos visíveis sinalizam a necessidade de troca. A vida útil varia conforme a qualidade dos materiais, o peso e os hábitos do usuário, superando a simples contagem de anos. Antes de substituí-lo, deve-se checar se a base da cama está desnivelada, além de seguir as instruções do fabricante para higienização e manutenção, garantindo maior durabilidade ao produto.
Uma marca no colchão exatamente no lugar onde você costuma dormir nem sempre significa que o produto está com defeito. Com o uso, alguns materiais podem passar por uma acomodação natural.
O sinal de alerta aparece quando o afundamento se torna excessivo. Também é importante observar se ele permanece mesmo sem ninguém sobre a cama ou se começa a afetar o conforto e a sustentação do corpo.
Segundo Jarbas Carneiro, diretor da Carneiro Colchões Artesanais, é importante diferenciar acomodação de deformação.
"O colchão recebe peso e pressão durante várias horas, todas as noites. Dependendo dos materiais utilizados em sua composição, é natural que exista alguma acomodação ao longo do tempo. O que merece atenção é quando surge uma deformação acentuada, que não retorna, ou quando a pessoa percebe que perdeu a sustentação que tinha antes", explica.
Como saber se o colchão está desgastado?
Um dos sinais mais fáceis de observar é a formação de uma área visivelmente mais baixa no local onde a pessoa dorme. Também vale verificar se existe uma diferença significativa entre os lados da cama.
Outra situação que merece atenção é quando o corpo parece "cair" sempre para o mesmo ponto. Como a mudança pode acontecer aos poucos, a pessoa pode se acostumar com ela e demorar a perceber a perda de suporte.
Por isso, uma forma simples de observar o colchão é retirar a roupa de cama. Depois, verifique se existem desníveis ou outras alterações na superfície.
Quanto tempo dura um colchão?
Não existe um prazo único que determine quando todo colchão precisa ser trocado. A durabilidade depende de fatores como a qualidade das matérias-primas, a estrutura interna, o peso e os hábitos de quem utiliza o produto.
A base sobre a qual o colchão está apoiado também pode interferir. Por isso, dois produtos podem apresentar desgastes diferentes mesmo depois de períodos semelhantes de uso.
Na Carneiro Colchões Artesanais, por exemplo, a durabilidade estimada dos colchões fica entre oito e 20 anos. O período varia de acordo com o modelo e as condições de uso.
A empresa também informa que alguns modelos utilizam molas ensacadas individualmente, com 255 molas por metro quadrado, além de molas de fabricação sueca. A garantia pode chegar a dez anos, conforme o produto.
Idade não é o único fator
Segundo Jarbas, observar o estado do colchão é mais importante do que considerar apenas a quantidade de anos de uso.
"Mais importante do que simplesmente contar quantos anos o colchão tem é observar como ele está se comportando. Um produto bem construído não precisa ser substituído apenas porque atingiu determinada idade. Da mesma forma, não faz sentido continuar utilizando um colchão que perdeu suas características de sustentação só porque ainda está dentro de um prazo considerado médio", afirma.
A base da cama também precisa ser avaliada
Antes de decidir pela troca do colchão, vale observar a estrutura da cama. Uma base desnivelada, danificada ou incompatível com o produto pode comprometer o apoio.
Nesses casos, o problema pode parecer estar no colchão. Na verdade, a estrutura também pode estar contribuindo para a alteração. Avaliar o conjunto ajuda a identificar melhor a origem do desgaste.
Outro cuidado é seguir as orientações do fabricante sobre uso, limpeza e movimentação. Esses cuidados podem ajudar a preservar as características do produto ao longo do tempo.
"O colchão é um produto de uso intenso e diário. Escolher bem é importante, mas cuidar corretamente dele também ajuda a preservar suas características por mais tempo. E, quando aparecer uma alteração fora do esperado, o ideal é procurar o fabricante para avaliar o que está acontecendo", completa Carneiro.