Cigarro eletrônico é mais eficaz do que adesivo, diz estudo

21 mai 2014 - 11h11
(atualizado às 11h24)
<p>No Brasil, o uso de cigarro eletrônico é proibido</p>
No Brasil, o uso de cigarro eletrônico é proibido
Foto: Getty Images

Fumantes que usam cigarros eletrônicos a fim de parar de fumar têm mais chances de se livrar do vício do que aqueles que usam apenas a força de vontade ou terapias de reposição de nicotina - como adesivos ou chicletes, de acordo com um novo estudo. A pesquisa, realizada no Reino Unido, analisou dados de 6 mil fumantes e constatou que um quinto deles conseguiu parar com a ajuda de cigarros eletrônicos. O índice foi 60% maior do que o atingido por aqueles que não usaram os aparelhos, revelou o estudo.

A equipe da universidade College London, responsável pelo levantamento, afirmou que os cigarros eletrônicos podem ter um papel "cautelosamente positivo".

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O uso de cigarros eletrônicos cresceu nos últimos tempos. A organização Action on Smoking and Health (Ação sobre Fumo e Saúde) estima que mais de 2 milhões de pessoas usem o produto - o triplo do número de dois anos atrás.

Metade dos fumantes ativos também experimentou o produto, comparado com 8% em 2010.

O cigarro eletrônico é uma engenhoca que substitui a combustão do tabaco e de outras substâncias pela queima de nicotina líquida, transformando-a em vapor. O usuário pode escolher o nível de concentração da substância e os ingredientes que quer misturar ao produto.

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Mas o uso dos cigarros eletrônicos permanece controverso. O governo do País de Gales quer restringir seu uso em locais públicos.

No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico no país, por falta de comprovação científica da sua qualidade e de seus possíveis efeitos na saúde.

Apelo generalizado

Mas o especialista Robert West - uma das maiores autoridades britânicas nessa área - diz que "cigarros eletrônicos podem melhorar substancialmente a saúde pública devido a seu apelo generalizado e aos grandes ganhos de saúde associados a parar de fumar".

Mas ele também apontou que, apesar das descobertas, de longe o jeito mais efetivo de parar é usar os serviços do NHS (órgão equivalente britânico ao SUS brasileiro) para parar de fumar. Eles triplicariam as chances de parar de fumar se comparadas a serviços de reposição de nicotina sem ajuda de especialistas.

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"Alguns especialistas em saúde pública expressaram a preocupação de que o uso generalizado dos cigarros eletrônicos poderia tornar o hábito de fumar novamente normal. Mas nós estamos seguindo o assunto de perto e não encontramos evidências disso."

"As taxas de uso do cigarro na Inglaterra estão caindo, as taxas de pessoas que param de fumar estão subindo e o uso regular de cigarros eletrônicos entre pessoas que nunca fumaram é desprezível".

Os cigarros eletrônicos não são fornecidos pelo serviço de saúde britânico, mas a agência de saúde estuda regularizá-los como remédios a partir de 2016.

West afirmou que é muito cedo para dizer se e quais cigarros eletrônicos poderiam ser disponibilizados, uma vez que é necessário fazer mais pesquisas sobre a segurança de seu uso em longo prazo.

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Porém ele diz que pelo que se descobriu até hoje, os vapores do cigarro eletrônico são menos nocivos que os do cigarro normal.

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