6 exames de rotina para cuidar da saúde
O começo do ano costuma trazer metas de mudança. Entre elas, cuidar melhor da saúde aparece com frequência.
Além de alimentação equilibrada e atividade física, um passo importante é fazer um check-up básico.
Exames simples, acessíveis e rápidos ajudam a acompanhar indicadores essenciais do organismo.
Segundo especialistas, muitos desses testes podem ser feitos com uma única coleta de sangue.
O objetivo é identificar alterações ainda no início, quando a intervenção é mais eficaz.
De acordo com a equipe do Laboratório Batschauer, referência no litoral de Santa Catarina e que acaba de inaugurar unidade no Passeio São Vicente, em Itajaí, a prevenção precisa fazer parte da rotina.
"Prevenção é tirar a saúde do 'depois'. Quando o acompanhamento passa a fazer parte do dia a dia, o cuidado se transforma em hábito", afirmaAnna Paula Batschauer, diretora do laboratório.
A seguir, confira seis exames de rotina essenciais, o que cada um avalia e por que eles fazem diferença.
1. Hemograma
O hemograma é um dos exames mais solicitados na prática clínica.
Ele oferece uma visão geral da saúde.
Com ele, é possível identificar:
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anemias;
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infecções;
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processos inflamatórios;
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alterações no sistema imunológico.
Por analisar diferentes componentes do sangue, o hemograma costuma ser o primeiro passo em qualquer investigação médica.
Alterações simples já podem indicar a necessidade de exames complementares.
2. Vitaminas B12 e D
As vitaminas têm papel essencial no funcionamento do organismo.
Entre as mais avaliadas estão a vitamina B12 e a vitamina D.
A vitamina B12 está ligada à:
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produção de células sanguíneas;
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saúde neurológica;
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níveis de energia.
Já a vitamina D influencia:
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imunidade;
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saúde óssea;
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humor e disposição.
A deficiência dessas vitaminas é comum e nem sempre apresenta sintomas claros no início.
Por isso, a dosagem ajuda a identificar carências silenciosas.
3. Ferritina
A ferritina indica a quantidade de ferro armazenada no organismo.
Ela é diferente do exame de ferro sérico.
Níveis adequados de ferritina estão relacionados a:
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bom funcionamento do sistema imunológico;
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mais disposição;
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qualidade do sono;
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apetite equilibrado.
Valores baixos podem indicar deficiência de ferro, mesmo antes do surgimento de anemia.
Já níveis elevados também merecem investigação médica.
4. Glicemia e HGL
Esses exames avaliam a quantidade de açúcar no sangue.
São fundamentais na prevenção e no diagnóstico do diabetes.
A glicemia mede o nível de glicose em um determinado momento.
Já o HGL auxilia no acompanhamento mais frequente, especialmente em pessoas com risco aumentado.
Alterações precoces permitem:
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ajustes na alimentação;
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mudanças no estilo de vida;
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acompanhamento médico antes de complicações.
5. Colesterol e triglicerídeos
O exame de colesterol analisa:
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colesterol total;
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LDL (colesterol "ruim");
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HDL (colesterol "bom");
-
triglicerídeos.
Esses dados ajudam a estimar o risco cardiovascular.
Doenças do coração, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa.
"Com o resultado, é possível adotar medidas preventivas, como ajustes na alimentação, no estilo de vida ou uso de medicamentos, conforme orientação médica", explica Anna Paula Batschauer.
Mesmo pessoas jovens podem apresentar alterações.
Por isso, o acompanhamento regular é recomendado.
6. TSH (Hormônio Tireoestimulante)
O TSH avalia o funcionamento da tireoide, glândula responsável por regular o metabolismo.
Alterações nesse hormônio podem indicar hipotireoidismo ou hipertireoidismo.
Problemas na tireoide podem causar:
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cansaço excessivo;
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ganho ou perda de peso;
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alterações de humor;
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mudanças no ritmo intestinal.
Como os sintomas são inespecíficos, o exame ajuda a detectar alterações precocemente.
Por que exames de rotina fazem tanta diferença?
Muitas doenças se desenvolvem de forma silenciosa.
Quando os sintomas aparecem, o quadro pode estar mais avançado.
Exames simples permitem:
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monitorar o organismo;
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antecipar riscos;
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orientar decisões mais conscientes sobre a saúde.
Além disso, acompanhar resultados ao longo do tempo ajuda médicos e pacientes a entenderem padrões individuais.
Com que frequência fazer esses exames?
A periodicidade varia conforme:
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idade;
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histórico familiar;
-
condições pré-existentes;
-
orientação médica.
Para muitas pessoas, uma vez por ano é suficiente.
Em outros casos, o acompanhamento pode ser mais frequente.
O mais importante é não fazer exames de forma isolada.
A interpretação correta deve sempre ser feita por um profissional de saúde.
Prevenção começa na rotina
Cuidar da saúde não precisa ser complicado.
Pequenas ações, feitas regularmente, geram grandes resultados.
Inserir exames básicos na rotina é uma forma prática de prevenção.
E transforma o cuidado com o corpo em hábito, não em urgência.