Bateu ressaca? Especialista dá 5 dicas para combater estado no pós-carnaval

Não existe “cura imediata” para a ressaca, mas algumas estratégias podem ajudar o corpo a se recuperar mais rápido

22 fev 2026 - 04h58
Não existe “cura imediata” para a ressaca, mas algumas estratégias podem ajudar o corpo a se recuperar mais rápido
Não existe “cura imediata” para a ressaca, mas algumas estratégias podem ajudar o corpo a se recuperar mais rápido
Foto: Reggie Casagrande / Getty Images

Depois de quatro dias intensos de folia --para alguns, até mais-- vem aquele mal-estar típico do pós-carnaval: a ressaca. Dor de cabeça, boca seca e náuseas estão entre os sintomas mais comuns. Apesar de não existir uma “cura imediata”, segundo especialistas ouvidos pelo Terra, há estratégias que podem ajudar o corpo a se recuperar mais rapidamente.

De acordo com a médica endocrinologista Fernanda Parra, a ressaca ocorre porque o álcool interfere em diversos sistemas do organismo. “O etanol provoca desidratação ao inibir o hormônio antidiurético (ADH), aumentando a produção de urina e, consequentemente, causando perda de líquidos. Também gera inflamação sistêmica, altera os níveis de glicose no sangue, sobrecarrega o fígado e impacta neurotransmissores como serotonina e dopamina”, explica.

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“O principal metabólito do álcool, o acetaldeído, é tóxico e contribui para sintomas como náusea, dor de cabeça, mal-estar, fadiga e dificuldade de concentração. Ou seja, a ressaca não é apenas ‘falta de costume’, mas uma resposta fisiológica complexa do organismo ao excesso de álcool”, ressalta.

Para ajudar na recuperação, a médica orienta:

  1. Reidrate-se adequadamente: água, água de coco e soluções com eletrólitos ajudam a corrigir a desidratação e a repor minerais perdidos.
  2. Alimente-se de forma leve e equilibrada: opte por alimentos de fácil digestão, como frutas, ovos, arroz, caldos e torradas. Isso auxilia na estabilização da glicose, que pode cair após o consumo de álcool.
  3. Descanse: o sono costuma ser fragmentado após a ingestão de bebida alcoólica. Permitir que o corpo descanse favorece a recuperação metabólica e neurológica.
  4. Evite consumir mais álcool para “melhorar”: o chamado hair of the dog apenas máscara os sintomas temporariamente e prolonga o processo inflamatório e tóxico.
  5. Use analgésicos com cautela: alguns medicamentos podem sobrecarregar ainda mais o fígado ou irritar o estômago. O ideal é evitar a automedicação excessiva e sempre seguir orientação médica.

Quando é necessário procurar atendimento médico?

Parra destaca que sinais como vômitos persistentes ou com sangue, dor abdominal intensa, confusão mental importante, dificuldade para acordar, convulsões, febre alta, desmaio, respiração lenta ou irregular e sinais de desidratação grave (como pouca urina, tontura intensa e fraqueza extrema) indicam a necessidade de atendimento médico imediato.

“Esses sintomas podem indicar intoxicação alcoólica, pancreatite, gastrite hemorrágica ou outras complicações mais sérias. A ressaca costuma melhorar em até 24 horas. Se os sintomas forem muito intensos ou persistirem além disso, é fundamental procurar atendimento médico”, orienta a especialista.

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Fonte: Portal Terra
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