Apneia do sono pode prejudicar a memória e aumentar fatores de risco para demência

20 out 2026 - 13h45
(atualizado às 13h48)
Resumo
Um estudo com 2.800 adultos revelou que a apneia obstrutiva do sono não tratada prejudica a memória e eleva fatores de risco para demência, como hipertensão e obesidade. Divulgada na Alzheimer's & Dementia, a pesquisa indicou que pacientes em tratamento tiveram desempenho cognitivo normal. Identificar sintomas como ronco intenso e sonolência diurna para buscar diagnóstico precoce é fundamental para controlar os riscos cardiovasculares e preservar a saúde do cérebro no envelhecimento.

20 de outubro de 2026 (Bibliomed). A apneia obstrutiva do sono, distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono, pode estar associada a pior desempenho da memória e a um maior acúmulo de fatores de risco para demência na meia-idade. Essa é a conclusão de um estudo realizado com quase 2.800 adultos australianos entre 40 e 70 anos.

Apneia do sono pode prejudicar a memória e aumentar fatores de risco para demência
Apneia do sono pode prejudicar a memória e aumentar fatores de risco para demência
Foto: alfotomp/Evanto / Boa Saúde

Os participantes foram submetidos a testes de memória e raciocínio, e os pesquisadores observaram que pessoas com apneia apresentavam desempenho inferior, principalmente quando a doença não estava sendo tratada. Já aqueles que recebiam tratamento tiveram resultados semelhantes aos indivíduos sem o distúrbio.

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Além da pior memória, os participantes com apneia também apresentavam maior frequência de obesidade, hipertensão arterial e colesterol elevado, fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares e de demência.

Os pesquisadores destacam que reconhecer sintomas como ronco intenso, pausas na respiração durante o sono, despertares frequentes e sonolência excessiva durante o dia é fundamental para buscar diagnóstico e tratamento precoces.

Embora novos estudos ainda sejam necessários, os resultados sugerem que cuidar da apneia do sono e controlar fatores de risco cardiovasculares pode contribuir para preservar a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.

Fonte: Alzheimer's & Dementia. DOI: 10.1002/alz.71553.

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