A alopecia, caracterizada pela perda parcial ou total dos cabelos e pelos, é uma condição que, embora frequentemente associada aos homens, afeta ambos os sexos. O surgimento da doença está relacionado, prioritariamente, a fatores genéticos, imunológicos ou a variações nos hormônios sexuais masculinos.
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A alopecia feminina tem ganhado notoriedade após celebridades como Jada Pinkett Smith, Gretchen, Maiara (dupla de Maraisa) e, mais recentemente, Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, falarem abertamente sobre o diagnóstico.
Nesta quarta-feira, 18, Karina, que enfrenta a alopecia areata, emocionou os seguidores ao mostrar o corte dos fios restantes enquanto realiza o acompanhamento médico.
Os tipos mais comuns da doença
- Alopecia Androgenética: É a forma de queda geneticamente determinada, de acordo com Ministério da Saúde. A doença se desenvolve desde a adolescência, quando o estímulo hormonal aparece e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos.
Em geral, são sintomas discretos. Nas mulheres, a região central é mais acometida, podendo haver associação com irregularidade menstrual, acne, obesidade e aumento de pelos no corpo. Nos homens, as áreas mais abertas são a coroa e a região frontal, as famosas entradas.
- Alopecia areata: diferente da androgenética, a queda aqui é caracterizada por áreas arredondadas ou ovais sem fios no couro cabeludo ou em outras partes do corpo (como cílios, sobrancelhas e barba).
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1% a 2% da população convive com a condição, que pode surgir em qualquer idade, embora em 60% dos casos os pacientes tenham menos de 20 anos.
Como é feito o tratamento?
Com exceção das causas hereditárias, a manifestação da doença pode ser evitada ou retardada caso os fatores de risco sejam descobertos e tratados precocemente, com o auxílio de medicamentos específicos.
“Para a alopecia areata, o tratamento não é obrigatório, uma vez que a condição é benigna e tende a regredir espontaneamente. Contudo, costuma ser indicado pois a queda pode causar impactos psicológicos importantes”, explica o Ministério da Saúde.
Adultos com menos de 50% de envolvimento do couro cabeludo podem ter boa resposta ao tratamento por meio da aplicação de injeções locais ou cremes. Para todos os tipos de queda, é fundamental buscar a orientação de um médico dermatologista para o diagnóstico correto.