Transtornos alimentares: Veja famosas que já falaram sobre o tema

No Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, relatos de famosas ajudam a combater o tabu e reforçam a importância do diagnóstico precoce.

2 jun 2026 - 13h15

Celebrado nesta terça-feira, 2 de junho, o Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares chama atenção para doenças sérias, muitas vezes silenciosas, que podem começar ainda na adolescência. Em meio à pressão estética, às comparações nas redes sociais e à busca por padrões corporais irreais, o tema ganha ainda mais importância.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Ao falarem publicamente sobre experiências com transtornos alimentares, famosas como Demi Lovato, Lily Collins e Camila Mendes ajudam a quebrar o silêncio em torno do assunto. Esses relatos não substituem orientação médica, mas contribuem para mostrar que o problema existe, pode atingir qualquer pessoa e precisa ser levado a sério.

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Um problema que pode começar cedo

Transtornos alimentares não surgem de uma hora para outra. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem na adolescência, quando a relação com o corpo, a imagem e a alimentação pode ficar mais vulnerável.

Bulimia, anorexia, compulsão alimentar e outros quadros relacionados ao comportamento alimentar afetam pessoas de diferentes perfis. O fato de nem sempre haver sinais visíveis faz com que muita gente demore a buscar ajuda.

A psicóloga Leticia de Oliveira explica que os sintomas podem surgir de forma gradual. "Os transtornos alimentares muitas vezes começam de maneira sutil e podem ser confundidos com preocupação excessiva com dieta, alimentação saudável ou estética. Mudanças importantes na relação com a comida, culpa intensa após comer, compulsão, isolamento nas refeições, obsessão pelo peso e sofrimento emocional são sinais de atenção", afirma.

Relatos que ajudam a abrir a conversa

Demi Lovato já falou sobre a luta contra bulimia e compulsão alimentar, além de dificuldades ligadas à autoestima desde cedo. Lily Collins também relatou ter convivido com transtornos alimentares na adolescência e levou essa vivência para o filme To the Bone.

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Camila Mendes, por sua vez, contou ter desenvolvido uma relação disfuncional com a alimentação e com a própria imagem corporal ainda jovem. Ao trazer essas histórias à tona, essas artistas ajudam a mostrar que o problema não é raro nem superficial.

Nem sempre os sinais aparecem no corpo

Um dos desafios no cuidado com transtornos alimentares é que o sofrimento nem sempre aparece de forma óbvia. Em alguns casos, o peso da pessoa não muda de forma evidente, o que pode atrasar o diagnóstico.

A endocrinologista Maria Leticia Murba explica que os sinais podem ser outros. "Nem sempre há perda de peso evidente ou alterações físicas claras. Em alguns casos, o corpo manifesta sinais como fadiga, alterações menstruais, ansiedade, alterações digestivas, fraqueza e instabilidade emocional", diz.

Por isso, observar o comportamento e o estado emocional é tão importante quanto olhar para o corpo.

Quando a comida vira sofrimento

A bulimia nervosa é um dos transtornos mais conhecidos e costuma envolver episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios, como vômitos induzidos, jejuns prolongados, uso inadequado de laxantes ou excesso de exercício físico.

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Mas o problema vai além da bulimia. Há também quadros de anorexia, compulsão alimentar periódica e padrões muito restritivos de alimentação que podem causar sofrimento importante e prejudicar a saúde física e mental.

Segundo a endocrinologista Patricia Gracitelli, esses transtornos não têm relação com falta de disciplina. "Transtorno alimentar não é falta de disciplina nem uma escolha. Existe sofrimento psíquico importante, além de repercussões metabólicas, hormonais e nutricionais que podem comprometer seriamente a saúde", afirma.

O que pode aumentar a vulnerabilidade

Os especialistas lembram que transtornos alimentares costumam ter causas múltiplas. Fatores emocionais, familiares, sociais e experiências traumáticas podem contribuir para o desenvolvimento dos quadros.

O psiquiatra Ciro Jorge do Nascimento aponta que bullying, ambientes familiares rígidos, relação difícil com a comida e violência psicológica, física ou sexual podem aumentar a vulnerabilidade. Em muitos casos, a pressão estética e a comparação constante também entram nessa conta.

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Quando procurar ajuda

Pensamentos constantes sobre comida, medo intenso de engordar, culpa após comer e necessidade de compensar tudo o que foi ingerido não devem ser normalizados. Quando isso começa a afetar humor, relações, rotina e autoestima, é hora de buscar apoio profissional.

O tratamento costuma ser multidisciplinar, com acompanhamento de psicologia, psiquiatria, endocrinologia, nutrição e apoio familiar, de acordo com a necessidade de cada caso.

Neste Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, a mensagem mais importante é clara: reconhecer os sinais cedo e acolher quem sofre pode fazer toda a diferença na recuperação.

Se quiser, eu também posso fazer uma versão mais curta e mais de portal, mantendo o mesmo cuidado com o tema.

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