Maus-tratos na infância podem aumentar o risco de diversas doenças na vida adulta

22 out 2026 - 10h28
(atualizado às 10h29)
Resumo
Um estudo em Hong Kong com 32 mil pessoas revelou que sofrer maus-tratos na infância aumenta significativamente o risco de doenças físicas e mentais na vida adulta. Além de transtornos comportamentais, as vítimas apresentaram maior incidência precoce de problemas crônicos e multimorbidade, condição em que várias doenças ocorrem simultaneamente. Os autores reforçam a urgência de prevenir a violência infantil e garantir suporte médico e psicológico precoce para mitigar esses danos a longo prazo.

22 de outubro de 2026 (Bibliomed). Crianças que sofrem violência ou maus-tratos têm maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde física e mental ao longo da vida. Essa é a conclusão de um grande estudo realizado em Hong Kong, que acompanhou mais de 32 mil pessoas por aproximadamente 19 anos.

Maus-tratos na infância podem aumentar o risco de diversas doenças na vida adulta
Maus-tratos na infância podem aumentar o risco de diversas doenças na vida adulta
Foto: africaimages-Evanto / Boa Saúde

Os pesquisadores verificaram que indivíduos com histórico de maus-tratos na infância apresentaram maior risco de doenças em diferentes sistemas do organismo. O aumento foi mais evidente para transtornos mentais e comportamentais, mas também envolveu doenças do sangue, problemas do ouvido, lesões e outras condições crônicas.

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Outro dado preocupante foi a maior ocorrência de multimorbidade, situação em que uma mesma pessoa desenvolve duas ou mais doenças crônicas ao mesmo tempo. Além disso, essas doenças surgiram mais cedo entre aqueles que sofreram violência durante a infância.

Segundo os autores, os efeitos dos maus-tratos vão muito além do sofrimento imediato e podem comprometer a saúde por décadas.

Os resultados reforçam a importância de prevenir a violência contra crianças, identificar precocemente as vítimas e oferecer acompanhamento psicológico e médico adequado para reduzir os impactos a longo prazo.

Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2026.23065.

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