O cantor sertanejo Rick, da dupla Rick & Renner, morreu aos 59 anos após a queda de um helicóptero que ia de Porto Belo a São Joaquim, em Santa Catarina. O falecimento dos ocupantes foi confirmado nesta terça-feira (22), após buscas iniciadas na segunda-feira. Dono de sucessos marcantes ao lado de Renner e respeitado compositor gravado por grandes nomes do gênero, Rick deixa esposa, dois filhos e um vasto legado que marcou gerações da música nacional.
O sertanejo brasileiro perdeu um dos nomes que ajudaram a embalar uma geração. Rick, conhecido nacionalmente pela parceria com Renner, morreu aos 59 anos após a queda do helicóptero em que viajava por Santa Catarina. A aeronave havia desaparecido durante o trajeto entre Porto Belo, no litoral catarinense, e São Joaquim, na Serra.
Segundo as informações divulgadas, o artista viajava acompanhado do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares e de outros ocupantes. O helicóptero deixou de manter contato na segunda-feira (21), dando início a uma operação de busca na região. A morte dos ocupantes foi confirmada nesta terça-feira (22).
A notícia interrompe uma trajetória de décadas dedicada à música. Ao lado de Renner, Rick conquistou o público com canções românticas que atravessaram gerações e se tornou uma das vozes conhecidas do sertanejo nacional.
Fora dos palcos, o cantor também construiu uma longa história familiar. Rick era casado com Geralda Carvalho, com quem compartilhava a vida havia mais de quatro décadas, e era pai de Mônica e Victor Henrique.
Das raízes no Tocantins ao sucesso nacional
Antes da fama, dos grandes palcos e das músicas cantadas por milhares de pessoas, Rick era Geraldo Antônio de Carvalho. Nascido em dezembro de 1966, no Tocantins, o artista teve uma infância simples e ligada à vida no campo. Em entrevista ao Fantástico, em 2017, ele contou que passou os primeiros anos de vida na zona rural antes de se mudar para Porto Nacional e, posteriormente, Brasília.
Foi na música, porém, que Geraldo se transformaria definitivamente em Rick. A parceria com Renner começou ainda nos anos 1980 e ganhou força na década seguinte, quando os dois passaram a conquistar espaço no cenário sertanejo.
Com o passar dos anos, músicas como "Ela é Demais", "Filha", "Nos Bares da Cidade" e "Cara de Pau" ajudaram a transformar Rick & Renner em uma das duplas conhecidas pelo público brasileiro.
Uma parceria marcada por pausas e reencontros
Depois de décadas trabalhando juntos, Rick e Renner anunciaram uma pausa na carreira no fim de 2010. A separação, no entanto, não seria definitiva. Anos depois, os dois decidiram retomar a parceria. Em 2018, lançaram o projeto "Seguir em Frente", que marcou uma nova fase da dupla e recuperou sucessos conhecidos pelo público.
Durante a pandemia, quando os palcos deram lugar às apresentações transmitidas pela internet, Rick e Renner também realizaram lives. Uma delas teve caráter beneficente, com arrecadação destinada a famílias que enfrentavam dificuldades naquele período.
Nos últimos anos, a dupla continuava lançando músicas e realizando apresentações pelo país. Entre os trabalhos mais recentes estavam "Estou aqui!", de 2024, "Porque o Bruto Chora", de 2025, e "O Caçador", lançado em 2026.
Rick e Renner também estavam na estrada com a turnê "Em nome da música". Poucos dias antes do desaparecimento da aeronave, os artistas haviam se apresentado em um evento em Sorriso, no Mato Grosso.
Rick também deixou sua marca como compositor
A importância de Rick para o sertanejo não ficou restrita às músicas que interpretava. Compositor e produtor, ele também atuou nos bastidores e teve seu trabalho ligado a outros grandes nomes do gênero. Ao longo da carreira, escreveu canções gravadas por artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó, Daniel e Gino & Geno.
Essa atuação ajuda a dimensionar uma trajetória que foi muito além da própria dupla. Durante décadas, Rick participou de diferentes momentos da música sertaneja, seja colocando sua voz nas canções, seja ajudando a construir repertórios que chegariam ao público por meio de outros intérpretes.
Sua morte, aos 59 anos, encerra uma história de décadas nos palcos, mas deixa como legado as músicas que fizeram parte da vida de milhares de brasileiros - e que permanecem na memória do sertanejo nacional.