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Retatrutida: a nova onda das canetas emagrecedoras

O medicamento está na fase 3 de estudos clínicos e eleva expectativas no tratamento da obesidade

14 abr 2026 - 15h03

Nova geração de medicamentos está em fase avançada de testes e promete eficácia superior na perda de peso

Após o sucesso de medicamentos como a Semaglutida e a Tirzepatida, uma nova promessa surge no horizonte da medicina: a Retatrutida. Considerada como a "nova onda" das canetas emagrecedoras, o medicamento está na fase 3 de estudos clínicos. Essa é uma etapa decisiva que avalia sua eficácia e segurança em larga escala.

Foto: Revista Malu

Qual a diferença da Retatrutida?

O diferencial da Retatrutida está em seu mecanismo de ação. Enquanto a Semaglutida atua em um único receptor hormonal (GLP-1) e a Tirzepatida combina dois (GLP-1 e GIP), a nova substância é a primeira a atuar de forma tripla: GLP-1, GIP e glucagon. Na prática, isso significa uma abordagem mais completa, que não apenas reduz o apetite e aumenta a saciedade, mas também pode elevar o gasto energético do organismo.

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Os resultados observados até agora têm chamado atenção da comunidade científica. Em fases anteriores dos estudos, a Retatrutida demonstrou uma perda de peso significativamente superior à observada com as gerações anteriores de medicamentos. Com reduções que, em alguns casos, chegam a cerca de 24% do peso corporal em 48 semanas, resultado que se aproxima dos índices alcançados com a cirurgia bariátrica. Além disso, também foram registradas melhorias relevantes em parâmetros metabólicos, como controle glicêmico, sensibilidade à insulina e perfil lipídico.

Fase 3 é essencial

Para especialistas, o avanço para a fase 3 reforça o potencial da substância como um divisor de águas no tratamento da obesidade, hoje reconhecida como uma doença crônica e multifatorial. "Estamos diante de uma evolução importante. A atuação em múltiplas vias metabólicas tende a ampliar a eficácia e trazer resultados mais consistentes, especialmente em pacientes com maior dificuldade de resposta às terapias atuais", explica o médico nutrólogo Gustavo Sá, fundador do Instituto Long Life, em São Paulo. 

"Além disso, a substância também apresentou resultados positivos na redução da esteatose hepática, a chamada gordura no fígado, e na melhora de dores articulares, o que reforça seu potencial para aplicações em diversas especialidades médicas", diz. 

Retatrutida ainda não foi aprovada

Apesar do entusiasmo, a Retatrutida ainda não possui aprovação regulatória para uso clínico. A fase 3 é justamente a etapa que irá consolidar dados sobre segurança, efeitos adversos e perfil ideal de pacientes. "É fundamental lembrar que, embora os resultados sejam promissores, ainda estamos falando de uma medicação em investigação. Não recomenda-se o uso fora desse contexto. A expectativa é que o medicamento seja aprovado pelas agências reguladoras ainda este ano", reforça o especialista.

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O interesse crescente por essas terapias reflete uma mudança importante na forma como o emagrecimento é encarado, muito mais como uma questão de saúde metabólica e menos como uma busca puramente estética. Ainda assim, médicos alertam para os riscos do uso sem prescrição e acompanhamento médico.

"Apesar de ser um avanço, é importante lembrar que nenhum medicamento substitui o básico, que é cuidar do estilo de vida. Para obter resultados sustentáveis, deve-se manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios com regularidade e realizar acompanhamento médico contínuo. No fim das contas, o sucesso do tratamento depende de um cuidado multidisciplinar e individualizado", finaliza Gustavo.

Revista Malu
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