A psicologia desconstrói o estigma de que donos de gatos são solitários ou antissociais. Estudos indicam que os felinos não causam isolamento; na verdade, pessoas que prezam por autonomia, silêncio e independência tendem a se identificar naturalmente com esses animais. A ciência aponta que esse vínculo reflete estilos de vida e perfis introspectivos prévios, ressaltando a importante distinção psicológica entre a solidão involuntária e a solitude.
Não é novidade que os gatos carreguem a fama de serem os animais preferidos de pessoas solitárias. Muitas pessoas enxergam os tutores de felinos como antissociais, fechados ou distantes das relações humanas. Mas a psicologia propõe uma visão diferente sobre essa ideia.
Na prática, os estudos mais recentes apontam que a relação entre gatos e a solidão envolve fatores emocionais, estilo de vida e até a maneira como cada pessoa constrói seus vínculos afetivos.
O que a ciência realmente diz sobre donos de gatos?
Uma revisão sistemática publicada na revista científica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology analisou dezenas de estudos sobre animais de estimação, solidão e isolamento social. Os pesquisadores perceberam que os resultados são mistos: enquanto algumas pessoas relatam redução da solidão ao conviver com pets, outras já viviam sozinhas ou tinham um perfil mais introspectivo antes mesmo de adotarem um animal.
Isso ajuda a derrubar uma ideia muito comum: a de que os gatos "causam" isolamento. Na verdade, pessoas que valorizam autonomia, silêncio e independência acabam se identificando mais com os felinos.
Solidão e solitude não são a mesma coisa
A psicologia também faz uma distinção importante entre solidão e solitude — e esse detalhe muda completamente a discussão.
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