Veja quando vacinar cachorros e gatos

Veterinária explica sobre a importância dos imunizantes essenciais para os pets

14 jun 2024 - 11h03
(atualizado em 18/6/2024 às 18h02)

Vacinar cachorros e gatos é de extrema importância para a saúde dos animais e da comunidade em geral. Os imunizantes protegem os pets contra doenças graves e potencialmente fatais, bem como ajuda a controlar a disseminação de patógenos, protegendo não apenas o bichinho, mas também outros animais e até mesmo seres humanos.

As vacinas protegem os pets de doenças graves e fatais
As vacinas protegem os pets de doenças graves e fatais
Foto: FamVeld | Shutterstock / Portal EdiCase

Os cachorros e gatos devem receber as primeiras vacinas ainda filhotes. Isso porque a imunização adequada durante os primeiros meses de vida é essencial para garantir a saúde e a longevidade dos animais.

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"A vacinação é extremamente importante para os filhotes, pois será responsável pela resposta imunológica contra os agentes causadores das principais doenças. O tutor deve seguir corretamente o protocolo e o calendário de vacinação determinado pelo médico-veterinário", explica Marina Tiba, médica-veterinária e gerente de produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

Vacinação em filhotes

Segundo Marina Tiba, para os filhotes de cachorro, é indicado iniciar o esquema de vacinação entre 6 e 8 semanas de vida. "Para os filhotes de gatos, o programa de vacinação sugerido é de que a primeira dose seja realizada entre 8 e 9 semanas para receberem proteção contra doenças como rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia felina e, em alguns casos, clamidiose e leucemia viral felina, dependendo do risco de exposição do gato", afirma.

A profissional explica que após as primeiras imunizações, os gatos geralmente recebem reforços a cada 3 a 4 semanas até atingirem cerca de 16 semanas. Depois, as vacinações se tornam anuais. "Tratando-se da vacinação contra raiva, considerada vacina essencial para cães e gatos, a recomendação é que recebam dose única a partir de 12 a 16 semanas e [sejam] revacinados anualmente", acrescenta.

Ausência de histórico de vacinação

No caso de resgate ou adoção de cachorro e gato sem o histórico de vacinação, a imunização acontece considerando que o pet não recebeu nenhuma outra vacina anteriormente. "Nesse caso, o médico-veterinário irá estabelecer o protocolo ideal de acordo com a idade do cão ou gato. Além disso, é importante realizar um check-up para avaliar a saúde completa do animal antes de proceder com a vacinação", diz Marina Tiba.

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As vacinas evitam que os gatos contraiam raiva, rinotraqueíte e outras doenças
Foto: TShaKopy | Shutterstock / Portal EdiCase

Vacinas recomendadas para os pets

Existem diversos tipos de vacinas que ajudam a proteger cães e gatos de uma ampla gama de doenças - e até mesmo contribuindo para a saúde dos humanos, uma vez que algumas delas podem ser transmitidas para pessoas.

"Segundo o Guia do Comitê Latino-Americano de Vacinologia em Animais de Companhia (COLAVAC), as vacinas essenciais e recomendadas para todos os cães são: contra raiva, cinomose, parvovirose, leptospirose e hepatite infecciosa canina. A vacina antirrábica deve seguir legislações locais, onde, no Brasil, seu uso é mandatório anualmente", explica a veterinária.

Para os gatos, os imunizantes essenciais protegem contra raiva, panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose. Por outro lado, as vacinas que não são essenciais para os cães, como contra parainfluenza, bordetelose, adenovirose, coronavirose e giardíase, e clamidiose e leucemia viral felina para os gatos, "devem ser aplicadas após avaliação da necessidade de sua utilização, considerando o estilo de vida do animal e seu risco de exposição. O médico-veterinário deve decidir sobre sua necessidade", acrescenta Marina Tiba.

Atraso na vacinação

É importante que o tutor esteja sempre atento ao calendário de vacinação estabelecido pelo veterinário, pois atrasos podem prejudicar a proteção do animal de estimação contra doenças. "No caso dos filhotes, algumas vacinas exigem múltiplas doses para completar o ciclo de imunização. Não seguir o processo corretamente pode acarretar uma série de problemas, como a redução na eficácia da proteção do pet, seja ele um cão ou um gato", explica Marina Tiba.

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Reações à vacina

Por vezes, é possível que o animal tenha algumas reações à vacina. Embora sejam na maioria das vezes simples e não ofereçam risco à saúde do pet, é importante que o tutor fique atento. "O pet poderá apresentar uma reação inflamatória no local da vacinação, o que pode causar dor, apatia, diminuição do apetite e até febre. A reação é semelhante ao que ocorre em crianças quando vacinadas", explica Marina Tiba.

Segundo ela, caso o animal apresente algum desses sintomas, o médico-veterinário pode indicar procedimentos que os aliviam. "Ainda, embora sejam de rara ocorrência, há animais que apresentam quadros mais importantes (alérgicos e/ou anafiláticos), os quais devem ser imediatamente levados para atendimento veterinário", alerta a profissional.

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