Os vaga-lumes iluminam a Terra há milhões de anos. Surgidos ainda na era dos dinossauros, esses insetos já produziam luz no período Cretáceo, e até hoje encantam cientistas e curiosos com esse fenômeno natural fascinante.
Foto: Cai et al./Biological Sciences
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A espécie foi nomeada de Flammarionella heihakuni e descrita na revista científica Biological Sciences.O nome foi uma homenagem ao astrônomo francês Camille Flammarion e ao colecionador amador Haikun He, que doou diversos espécimes preservados em âmbar aos cientistas.
Foto: Cai et al./Biological Sciences
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Segundo o estudo, o fóssil ajuda a preencher lacunas na compreensão da história evolutiva dos besouros lampyroides [família à qual pertencem os vaga-lumes] e mostra que características importantes, como órgãos abdominais leves, permaneceram consistentes desde meados do Cretáceo.
Foto: Flickr anchusphotography
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Vaga-lume ou pirilampo são denominações comuns de insetos coleópteros dotados por suas emissões de luz bioluminescente.
Foto: Flickr lwj168
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Assim, suas larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores. Além disso, há espécies com hábitos terrícolas, que roem raízes e base do caule de plantas.
Foto: Flickr asuka
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Uma das espécies mais comuns na Europa é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados. As suas larvas são predadoras vorazes de caracóis e, por isso, consideradas amigas dos agricultores.
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Os órgãos bioluminescentes do pirilampo localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais. A luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear, com mediação da enzima luciferase. Algo que resulta em oxiluciferina que perde energia, fazendo assim o inseto emitir luz.
Foto: Flickr James Palazzolo
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As fêmeas produzem a luz para atrair parceiros, mas tem uma desvantagem. A sua própria luminosidade pode também atrair predadores, como a lagartixa.
Foto: Flickr terry priest
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Especificamente no Brasil, concentra-se 25% das duas mil espécies de vaga-lumes do mundo. A Mata Atlântica é um dos ecossistemas que possui o maior número desses animais.