Quem tem cachorro sabe que um passeio no parque, uma viagem para uma área com mato ou até mesmo a circulação pelo quintal pode terminar com um carrapato escondido na pele do animal.
À primeira vista, parece só um incômodo. Mas o carrapato pode transmitir doenças graves aos pets, especialmente quando passa despercebido.
O problema é que muitos tutores só percebem que algo está errado quando o animal já está abatido, sem apetite, com febre ou mais quieto do que o normal.
Por isso, esse parasita pequeno merece mais atenção do que costuma receber.
Carrapato em pets: o perigo nem sempre aparece na hora
Carrapatos gostam de ambientes quentes e úmidos. Por isso, períodos de calor, chuva e passeios em áreas externas exigem cuidado redobrado.
Eles podem ficar escondidos em locais difíceis de ver, como orelhas, pescoço, barriga, axilas, entre os dedos e perto da cauda.
Enquanto estão presos à pele, se alimentam do sangue do animal e, em alguns casos, podem transmitir agentes infecciosos.
Nem todo carrapato transmite doença. Mas, quando transmite, o quadro pode evoluir de forma séria.
"Doença do carrapato" não é uma coisa só
Muita gente fala em doença do carrapato como se fosse um único problema. Na prática, esse nome popular pode envolver diferentes infecções transmitidas por carrapatos, principalmente em cães.
Entre as mais conhecidas estão a erliquiose e a babesiose.
A erliquiose é causada por bactérias que afetam células do sangue. Já a babesiose atinge os glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio no corpo.
Para o tutor, o mais importante é observar os sinais.
O pet pode apresentar apatia, febre, perda de apetite, fraqueza, emagrecimento, mucosas pálidas ou amareladas, urina escura, manchas vermelhas na pele ou sangramentos.
Esses sintomas também podem aparecer em outras doenças. Por isso, não servem para fechar diagnóstico em casa. Mas são motivos suficientes para procurar um veterinário.
Gatos também podem ter carrapatos?
Os cães costumam ser os mais afetados, mas gatos também podem ter contato com carrapatos e adoecer, dependendo do ambiente, da região e do tipo de agente transmitido.
O cuidado com gatos precisa ser ainda maior na hora da prevenção.
Alguns produtos usados em cães podem ser tóxicos para felinos. Por isso, nada de aplicar remédio antiparasitário sem orientação veterinária.
Como proteger seu pet
A prevenção precisa fazer parte da rotina, principalmente se o animal passeia em parques, frequenta creches, hotéis para pets, sítios, chácaras ou áreas com grama e terra.
Alguns cuidados ajudam bastante:
- use coleiras, comprimidos, pipetas ou sprays apenas com orientação veterinária;
- examine o corpo do pet depois de passeios;
- observe áreas escondidas, como orelhas, barriga, axilas e entre os dedos;
- lave caminhas, cobertores e panos com frequência;
- mantenha quintais e áreas externas limpos;
- em caso de infestação, trate também o ambiente.
Esse último ponto é importante: carrapatos não ficam só no corpo do animal. Eles também podem se esconder em frestas, tecidos, casinhas, tapetes e áreas onde o pet costuma descansar.
Encontrou um carrapato? Veja o que fazer
Se encontrar um carrapato preso à pele do pet, remova com uma pinça fina ou removedor próprio, puxando com cuidado e sem esmagar o parasita.
Evite álcool, óleo, fogo, esmalte ou receitas caseiras. Essas práticas podem irritar a pele do animal e dificultar a remoção correta.
Depois, observe o local e acompanhe o comportamento do pet nos dias seguintes.
Se surgirem febre, apatia, perda de apetite, urina escura, fraqueza ou qualquer mudança importante, procure atendimento veterinário.
Carrapato não deve ser tratado como um detalhe pequeno.
Em muitos casos, a prevenção é simples, mas precisa ser constante. Um parasita quase invisível no meio dos pelos pode carregar um risco que só aparece quando o animal já começou a adoecer.
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