Carnaval e pets: sinais de que seu cão não deve ir aos blocos

Barulho, calor e excesso de estímulos podem transformar a folia em sofrimento para os animais

29 jan 2026 - 14h07

O fim de janeiro já traz o clima de Carnaval, com bloquinhos acontecendo antes mesmo dos dias oficiais de folia.

Barulho, calor e multidões podem causar estresse e riscos à saúde dos cães no Carnaval
Barulho, calor e multidões podem causar estresse e riscos à saúde dos cães no Carnaval
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Para muita gente, é sinônimo de alegria, música e encontro com amigos.

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Para os pets, no entanto, o cenário pode ser bem diferente. Barulho intenso, calor e multidões representam riscos reais à saúde e ao bem-estar dos cães.

Carnaval e pets: sinais de que seu cão não deve ir aos blocos

Antes de levar seu pet para um bloco de Carnaval, é importante observar alguns sinais claros de desconforto. 

Em muitos casos, a melhor escolha é manter o animal em casa, em um ambiente seguro e tranquilo.

Sensibilidade extrema a sons altos

Os cães têm audição muito mais aguçada do que a dos humanos. Sons altos, repetitivos e inesperados podem causar medo intenso e estresse.

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Em bloquinhos, caixas de som, gritos e instrumentos musicais criam um ambiente hostil para o animal.

Mesmo cães considerados tranquilos podem reagir mal a esse excesso de ruído.

Sinais de estresse, medo ou tentativa de fuga

Ambientes com muitos estímulos visuais e sonoros podem desencadear reações de estresse.

Alguns sinais são fáceis de identificar e indicam que o cão não está confortável.

Fique atento a comportamentos como:

  • Tremores.

  • Respiração ofegante.

  • Choros ou latidos excessivos.

  • Agressividade repentina.

  • Tentativas de fuga.

Esses sinais mostram que o pet está sobrecarregado emocionalmente e precisa sair do local o quanto antes.

Risco de hipertermia e desidratação

O Carnaval acontece no auge do verão, quando as temperaturas costumam ser elevadas.

Os cães têm, em média, temperatura corporal mais alta do que a dos humanos e regulam o calor de forma menos eficiente.

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Em meio à multidão, com asfalto quente e pouca sombra, o risco de hipertermia aumenta.

A desidratação também é comum, especialmente se o passeio for prolongado.

Perigos invisíveis no chão

Blocos de Carnaval acumulam lixo, restos de comida e objetos cortantes. Vidros quebrados, latinhas, espetinhos e até bebidas alcoólicas derramadas representam riscos sérios.

O contato com álcool ou ingestão de alimentos inadequados pode causar intoxicação. Já cortes nas patas são frequentes e nem sempre percebidos na hora.

Mudança brusca de rotina

Cães são animais que se sentem mais seguros com rotina previsível. Durante o Carnaval, o entra e sai de pessoas, o barulho dentro de casa e a quebra de horários já podem gerar estresse.

Levar o pet para um bloco, especialmente se ele vive em ambiente tranquilo, intensifica ainda mais esse impacto.

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Para muitos animais, a experiência é confusa e assustadora.

Como proteger seu pet durante o Carnaval

Se o seu cão apresenta qualquer um desses sinais, a melhor escolha é não levá-lo aos blocos. Algumas alternativas ajudam a garantir o bem-estar do animal durante a folia.

Boas práticas incluem:

  • Manter o pet em local silencioso.

  • Fechar janelas para reduzir ruídos.

  • Oferecer água fresca com frequência.

  • Manter passeios em horários mais frescos.

  • Evitar locais com aglomeração.

O Carnaval passa rápido. O cuidado com a saúde física e emocional do seu pet deve vir sempre em primeiro lugar.

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