Um ambiente tomado pelo mofo pode trazer problemas que vão muito além da estética. Junto com as manchas escuras nas paredes de casa, os efeitos negativos que acompanham o fungo também circulam no ar, podendo causar efeitos indesejados à saúde, especialmente no sistema respiratório.
Locais quentes, úmidos e com pouca ventilação ou luz solar são os mais propícios para a proliferação dos fungos — como banheiros, armários fechados, cantos de móveis, paredes externas e até em alimentos esquecidos. Ao se desenvolver em um desses espaços, o mofo pode se apresentar em forma de manchas brancas, cinzas, verdes, pretas ou amareladas, frequentemente acompanhadas de um forte "cheiro de guardado".
Esporos microscópicos que ficam suspensos no ar são liberados quando o mofo se multiplica, e é aí que mora o problema: eles podem ser inalados e afetarem diretamente o sistema respiratório, causando reações como tosse contínua, espirros, congestão nasal, mal-estar, cansaço e dificuldade para respirar. Em quadros mais evoluídos, que resultam de uma exposição contínua, doenças como asma, rinite, sinusite e bronquite podem ser desencadeadas ou, se já existirem, agravadas.
E o risco não para por aí: a pneumonite de hipersensibilidade — condição inflamatória que compromete a estrutura pulmonar e pode evoluir para perda progressiva da função respiratória — é apontada como uma das consequências mais graves decorrentes da exposição ao mofo.
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