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Médico dizer que sintoma é 'normal' afasta paciente de tratamento, diz estudo

Pesquisa da Universidade da Califórnia com mais de 9 mil pessoas mostra que falha na comunicação faz doentes desistirem de buscar ajuda clínica

11 ago 2026 - 16h58

Quando um médico diz que um sintoma é "normal", ele pode estar tentando tranquilizar o paciente, mas uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia San Diego revela que a mensagem pode ser interpretada de forma perigosa. O estudo, publicado na Nature Human Behaviour, aponta que muitos pacientes entendem a frase como um sinal de que o tratamento não é necessário, diminuindo a probabilidade de procurá-lo. Essa falha na comunicação afeta desde enxaquecas a níveis elevados de glicose no sangue.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

Por que a palavra 'normal' afasta os pacientes?

A palavra "normal" possui significados diferentes para médicos e pacientes. Enquanto os profissionais de saúde usam o termo para explicar que um sintoma é comum e bem compreendido pela medicina, os pacientes interpretam a palavra como um sinal de que a dor é aceitável e não exige tratamento.

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A ideia para a pesquisa surgiu do interesse da pesquisadora Seyi Lawal sobre a comunicação na menopausa. Mulheres frequentemente relatam sentir que os médicos desconsideram dores disruptivas ao classificá-las como parte natural do envelhecimento.

Para entender o fenômeno, os cientistas da Rady School of Management conduziram testes com o público e com profissionais de saúde. Os participantes leram cenários médicos realistas para medir a disposição em buscar ajuda clínica.

Os resultados foram consistentes em 14 experimentos envolvendo 9.371 participantes, segundo dados da Universidade da Califórnia San Diego.

Como resolver a falha de comunicação médica?

A falha de comunicação pode ser resolvida quando o médico une a palavra "normal" a uma recomendação explícita de tratamento. Outra solução eficaz é o profissional de saúde explicar que o termo se refere a uma estatística comum, e não a uma regra de que o paciente deve conviver com a dor.

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O professor On Amir, autor sênior do estudo, afirma que os médicos possuem o objetivo nobre de aliviar a ansiedade. No entanto, a tentativa de tranquilizar o paciente acaba saindo pela culatra devido à interpretação equivocada.

A pesquisa destaca que a má comunicação contribui para o "gaslighting médico", situação em que os pacientes se sentem invalidados nos hospitais e clínicas, mesmo quando os médicos estão tentando ajudar.

O que o paciente deve fazer durante a consulta?

O paciente deve questionar o médico sempre que ouvir que um sintoma é "normal". A orientação dos pesquisadores é nunca presumir que a ausência de gravidade significa que o tratamento não é recomendado ou que a pessoa deve simplesmente suportar o desconforto.

A pesquisadora Brianna Chew reforça que sintomas comuns ainda merecem atenção clínica. A recomendação é que os pacientes exijam clareza dos profissionais de saúde para evitar o abandono de tratamentos necessários para alergias, dores dentárias ou outras condições.

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Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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