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Maternidade exige preparo financeiro, emocional e uma rede de apoio, alerta Bianca Vilela

Bianca Vilela destaca que falar sobre os desafios do puerpério e da rotina com filhos não diminui a beleza da maternidade, mas ajuda mulheres a enfrentarem essa fase com mais informação e suporte

17 jul 2026 - 21h28

A maternidade costuma ser associada a momentos de amor, descobertas e conexão, mas também envolve mudanças profundas na vida das mulheres. Para a especialista em saúde e bem-estar Bianca Vilela, falar sobre os desafios desse período é essencial para que mães não enfrentem sozinhas as dificuldades emocionais, financeiras e práticas que surgem após a chegada de um filho.

Bianca Vilela destaca que a maternidade exige preparo emocional, financeiro e uma rede de apoio para acolher as novas demandas
Bianca Vilela destaca que a maternidade exige preparo emocional, financeiro e uma rede de apoio para acolher as novas demandas
Foto: Reprodução Instagram/@biancavilelaoficial / Bons Fluidos

Em um vídeo, Bianca destacou a importância de preparar diferentes áreas da vida antes da maternidade, especialmente a organização financeira e a construção de uma rede de apoio. Segundo ela, não é necessário ter uma reserva financeira idealizada para anos, algo distante da realidade da maioria das brasileiras, mas é importante criar algum planejamento para lidar com as novas demandas.

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"Leve a sua vida financeira a sério, porque você vai precisar de uma reserva", afirmou Bianca. Para ela, mesmo que seja difícil economizar no cenário econômico atual, ter algum preparo pode trazer mais segurança durante uma fase marcada por mudanças.

A importância do planejamento financeiro antes da chegada do bebê

A chegada de um filho envolve novos gastos, mudanças na rotina e, em alguns casos, alterações na vida profissional da mulher. Por isso, Bianca reforça que o planejamento financeiro deve fazer parte da preparação para a maternidade. Além disso, ela destaca que essa conversa precisa envolver o parceiro ou a parceira. Afinal, as responsabilidades com a criança não devem ficar concentradas apenas na mãe.

Segundo Bianca, alinhar expectativas antes do nascimento ajuda a diminuir conflitos e torna a divisão de tarefas mais consciente. Dessa forma, a família consegue entender quais serão as necessidades práticas e emocionais desse novo momento.

Rede de apoio vai além de contratar ajuda

Outro ponto levantado por Bianca foi a importância de construir uma rede de apoio confiável. Para ela, não basta simplesmente contratar alguém para auxiliar nos cuidados com o bebê. A mãe precisa se sentir segura com as pessoas que estarão próximas da criança.

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"Você não quer deixar com todo mundo. Você fala: 'Eu só confio nessas pessoas aqui'", comentou.

A especialista explicou que muitas mulheres contam com uma rede familiar, enquanto outras precisam criar alternativas com profissionais ou pessoas próximas. Entretanto, em todos os casos, a confiança é um fator fundamental.

Além disso, ter apoio não significa deixar de participar da maternidade. Pelo contrário, significa permitir que a mulher tenha momentos de descanso e consiga dividir responsabilidades.

A sobrecarga materna e a participação dos parceiros

Durante a conversa, Bianca também chamou atenção para a desigualdade na divisão das tarefas familiares. Segundo ela, ainda existe uma expectativa social de que a maior parte da responsabilidade pelos filhos fique automaticamente com a mulher.

Ela questionou como seria a rotina de um pai mais jovem que mantém hábitos anteriores à chegada da criança, enquanto a mãe precisa adaptar toda a sua vida. Para Bianca, a maternidade precisa ser entendida como uma responsabilidade da família, e não apenas da mãe. Assim, o parceiro também precisa estar preparado para lidar com as mudanças, participar dos cuidados e oferecer suporte emocional.

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Os desafios do puerpério precisam ser discutidos

Outro tema abordado pela especialista foi o puerpério, período após o nascimento do bebê que pode trazer desafios físicos e emocionais intensos. Bianca explicou que muitas mulheres evitam falar sobre suas dificuldades porque existe o medo de parecerem ingratas ou de transmitir uma imagem negativa da maternidade. No entanto, para ela, reconhecer os momentos difíceis não significa rejeitar a experiência de ser mãe.

"Não é sobre isso. É sobre momentos desafiadores desse grande momento lindo que essas mulheres vivem", destacou. Além disso, ela ressaltou que questões como amamentação, privação de sono e mudanças emocionais podem tornar essa fase mais complexa. Por isso, abrir espaço para essas conversas ajuda a reduzir a sensação de isolamento.

Maternidade também exige preparo emocional

Para Bianca, além do planejamento financeiro e da rede de apoio, a preparação emocional também precisa receber atenção. A mulher precisa compreender que a maternidade envolve transformações e que nem todos os dias serão fáceis. Dessa maneira, buscar informação, conversar sobre expectativas e aceitar ajuda são atitudes importantes para atravessar essa fase. Segundo ela, o objetivo não é mostrar a maternidade como algo negativo, mas apresentar uma visão mais realista, que considere tanto os momentos de alegria quanto os desafios.

Falar sobre dificuldades também é cuidar das mães

A maternidade pode ser uma experiência transformadora, mas cada mulher vive esse processo de uma maneira diferente. Por isso, discutir temas como sobrecarga, apoio e saúde emocional contribui para uma maternidade mais consciente. Para Bianca Vilela, preparar-se para esse momento significa olhar para todos os aspectos envolvidos: corpo, mente, finanças e relações. Assim, ao invés de esperar que a mãe consiga lidar com tudo sozinha, a sociedade e a família podem criar ambientes mais acolhedores para que ela viva essa fase com mais segurança e apoio.

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