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Atividade física ajuda ou piora a enxaqueca? Entenda quando o exercício pode virar gatilho

Atividade física pode reduzir a frequência das crises de enxaqueca, mas, em alguns casos, também pode desencadear a dor. Entenda como praticar exercícios com segurança

17 jul 2026 - 22h28

Quem convive com enxaqueca costuma se perguntar se deve continuar treinando e praticando exercício físico  durante as crises ou se o exercício pode piorar a dor. A resposta depende de cada caso. Embora a prática regular de atividade física seja considerada uma importante aliada no tratamento da doença, existem situações em que o esforço intenso pode desencadear ou agravar os sintomas.

Entenda quando o exercício ajuda e quando pode desencadear uma crise de enxaqueca
Entenda quando o exercício ajuda e quando pode desencadear uma crise de enxaqueca
Foto: Divulgação / Bons Fluidos

Segundo o neurologista Dr. Tiago de Paula, especialista em cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), o exercício faz parte do tratamento da enxaqueca, principalmente quando realizado de forma regular e com intensidade adequada. No entanto, pacientes com crises frequentes ou dor moderada a intensa precisam de acompanhamento para encontrar o melhor momento de retomar os treinos.

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Como a atividade física ajuda quem tem enxaqueca?

Diversos estudos mostram que exercícios aeróbicos moderados, como caminhada, bicicleta e natação, ajudam a reduzir tanto a frequência quanto a intensidade das crises. Além de melhorar o condicionamento físico, a prática estimula a liberação de neurotransmissores relacionados ao controle da dor, como endorfina e serotonina. Ao mesmo tempo, favorece um sono de melhor qualidade, reduz o estresse e contribui para o equilíbrio emocional, fatores que também influenciam diretamente a enxaqueca. Por isso, manter uma rotina ativa pode trazer benefícios que vão muito além do condicionamento físico.

Quando o exercício pode desencadear uma crise?

Apesar dos benefícios, nem sempre o treino é indicado durante uma crise ativa. De acordo com o especialista, pessoas com enxaqueca crônica ou que já iniciaram uma crise podem perceber aumento da dor durante a atividade física. Nesses casos, o esforço deixa de ser terapêutico e passa a funcionar como um gatilho. Além disso, sinais como piora progressiva da dor, náuseas intensas, sensibilidade exagerada à luz e sensação de pressão na cabeça indicam que é hora de interromper o exercício e procurar orientação médica. Depois que o tratamento controla melhor a doença, a prática pode ser retomada de forma gradual.

Exercício não substitui o tratamento médico

Embora a atividade física seja uma ferramenta importante, ela não substitui o acompanhamento com um neurologista. Hoje, existem tratamentos específicos para enxaqueca, incluindo medicamentos que bloqueiam a ação do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), substância envolvida na transmissão da dor e na inflamação associada à doença. Em alguns pacientes com quadros mais graves, o especialista explica que a combinação desses medicamentos com aplicações de toxina botulínica pode trazer resultados ainda melhores no controle das crises. Dessa forma, o exercício passa a integrar uma estratégia mais ampla para melhorar a qualidade de vida.

Como praticar atividade física com segurança?

Alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de o treino desencadear uma crise de enxaqueca.

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Entre as principais recomendações estão:

  • priorizar exercícios aeróbicos de intensidade moderada;
  • evitar treinos muito intensos quando houver dor ou sinais de crise;
  • manter boa hidratação antes, durante e depois da atividade;
  • respeitar uma rotina regular de sono;
  • não ficar longos períodos sem se alimentar;
  • escolher ambientes com iluminação confortável e menos estímulos sonoros.

Além disso, aumentar a intensidade dos exercícios de forma progressiva costuma ser mais seguro para quem está retomando a prática.

Movimento faz parte do cuidado

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a atividade física não costuma ser uma inimiga da enxaqueca. Pelo contrário. Quando faz parte de um tratamento individualizado e acontece com orientação adequada, ela contribui para reduzir as crises, melhorar o bem-estar e aumentar a qualidade de vida. O mais importante é respeitar os limites do próprio corpo e buscar acompanhamento médico para que o exercício deixe de ser um possível gatilho e se torne um aliado no controle da doença.

*Texto com informações de assessoria.

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