A rotina da família real britânica envolve viagens, encontros diplomáticos, eventos públicos e recepções formais. Em muitos desses compromissos, os integrantes da realeza são convidados a experimentar pratos típicos, bebidas tradicionais e preparações locais. Mas, apesar do acesso a cardápios sofisticados, nem tudo é servido (ou aceito) à mesa.
Isso porque alguns alimentos costumam ser evitados em ocasiões públicas por motivos que vão da segurança alimentar à etiqueta. A ideia é simples: reduzir o risco de imprevistos durante agendas oficiais, como intoxicações, desconfortos ou até situações consideradas pouco elegantes diante das câmeras.
Frutos do mar exigem cuidado
Um dos principais alimentos evitados pela família real em compromissos oficiais são os frutos do mar, como camarões, ostras, caranguejos e moluscos. O motivo é o risco maior de intoxicação alimentar, especialmente quando esses alimentos consomem-se crus ou mal armazenados.
O ex-mordomo real e especialista em etiqueta Grant Harrold explicou ao portal britânico Express: "Ao jantar, a família real precisa ter cuidado com os frutos do mar devido à intoxicação por moluscos. Normalmente, você não encontrará isso no cardápio real".
A preocupação é prática: uma intoxicação durante uma viagem ou evento público poderia comprometer toda a agenda oficial.
Alho e cebola também costumam ficar de fora
Outro item famoso na lista de restrições é o alho. Apesar de ser comum em muitas cozinhas, ele costuma ser evitado em jantares formais por causa do odor forte e do risco de mau hálito durante conversas, cumprimentos e encontros diplomáticos.
Em 2018, durante participação no MasterChef Austrália, a rainha Camilla confirmou a regra: "Detesto dizer isso, mas alho… É proibido". A cebola também pode ser evitada pelo mesmo motivo, especialmente em eventos em que os membros da realeza precisam conversar de perto com muitas pessoas.
Carnes cruas ou mal passadas entram na lista
Assim como os frutos do mar, carnes cruas ou mal passadas também podem ser deixadas de lado em compromissos oficiais. A razão é novamente a segurança alimentar. Como existe risco de contaminação por bactérias, a família real tende a preferir preparações mais seguras durante as agendas públicas. Nesses casos, a escolha não é apenas uma questão de gosto, mas de prevenção.
Açúcar no chá? Não é tão comum assim
O chá faz parte da tradição britânica, mas, segundo Harrold, os membros da realeza costumam dispensar o açúcar. Ele contou que, apesar de o ingrediente ser oferecido, raramente via integrantes da família real adoçando a bebida. No caso do rei Charles III, a preferência seria pelo mel no lugar do açúcar refinado.
Mais do que etiqueta, uma questão de imagem
À primeira vista, essas regras podem parecer exageradas. Mas, no contexto da família real, cada detalhe é pensado para evitar desconfortos públicos. Um alimento difícil de comer, um cheiro marcante ou uma possível intoxicação podem virar notícia rapidamente.
Por isso, a alimentação em compromissos oficiais segue uma lógica diferente da rotina comum. Não se trata apenas do que é saboroso, mas do que é seguro, discreto e adequado ao momento. No fim, a mesa real mostra que até os pequenos hábitos carregam protocolo - e que, na realeza, comer também pode ser uma questão de estratégia.