Ervas quentes e ervas frias: você sabe a diferença?

Entenda a classificação energética das plantas e aprenda a preparar banhos de limpeza e harmonização

13 jan 2026 - 17h12

O uso das plantas para fins espirituais e medicinais é uma prática milenar que atravessa gerações. No portal João Bidu, sempre reforçamos que a natureza é uma farmácia viva, capaz de curar não apenas o corpo físico, mas também o nosso campo vibracional.

Entenda a diferença de ervas quentes e ervas frias
Entenda a diferença de ervas quentes e ervas frias
Foto: Shutterstock / João Bidu

No entanto, para aproveitar o poder das folhas, raízes e flores, é fundamental entender que cada planta possui uma "temperatura" energética. Na fitoenergética e nas tradições de banhos de ervas, classificamos as plantas em ervas quentes, mornas e frias.

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Saber essa diferença é o que define o sucesso de um ritual. Usar a erva errada no momento errado pode acabar drenando sua energia ou, pelo contrário, não ser forte o suficiente para uma limpeza necessária. Assim como não usamos um casaco de lã no deserto, não devemos usar uma erva de limpeza pesada quando o que precisamos é apenas de um pouco de doçura e acolhimento. 

1. Ervas quentes: O poder da limpeza energética pesada

As ervas quentes, também conhecidas como ervas agressivas ou de descarrego, são aquelas que possuem um poder de limpeza profundo e cortante. Elas removem larvas astrais, miasmas, negatividade acumulada e até ataques de inveja ou olho-gordo. Por serem muito potentes, elas removem tudo o que encontram pela frente, inclusive as energias boas que você possa ter.

Por esse motivo, as ervas quentes nunca devem ser usadas isoladamente por muito tempo. O ideal é que, após um banho de ervas quentes, você faça um banho de ervas mornas ou frias para repor a energia positiva. Elas são indicadas para momentos de crise, quando você sente o corpo pesado, as pernas cansadas sem motivo ou quando parece que nada na sua vida flui.

Exemplos de ervas quentes:

  • Arruda: A rainha da limpeza pesada contra inveja.

  • Guiné: Excelente para cortar magias negativas e obsessores.

  • Espada de São Jorge/Ogum: Atua na proteção e no corte de demandas.

  • Fumo: Usado para limpezas profundas de ambientes e aura.

  • Alho (palha): Poderoso contra energias densas e vampirismo energético.

2. Ervas mornas: O equilíbrio e a manutenção

As ervas mornas, ou ervas de equilíbrio, são a base da maioria dos banhos rituais. Diferente das quentes, elas não agridem o campo vibracional. Sua função principal é restaurar a energia, equilibrar os chakras e manter a aura iluminada. Elas são inteligentes: onde há excesso, elas drenam; onde há falta, elas preenchem.

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Você pode usar ervas mornas diariamente ou sempre que sentir necessidade de um reforço no bem-estar. Elas ajudam a abrir caminhos, trazem prosperidade, melhoram a autoestima e estabilizam as emoções. Se você está na dúvida sobre qual banho tomar, as ervas mornas são sempre a escolha mais segura e benéfica para a manutenção da sua saúde espiritual.

Exemplos de ervas mornas:

  • Manjericão: A erva do equilíbrio universal e da paz.

  • Alecrim: Traz alegria, foco e clareza mental.

  • Aroeira: Ótima para a limpeza de resíduos emocionais sem agressividade.

  • Sálvia: Excelente para a sabedoria e purificação mental.

  • Louro: Atrai a energia da vitória e do sucesso financeiro.

3. Ervas frias: O toque da harmonização e magnetismo

As ervas frias têm uma função muito específica e delicada. Elas são voltadas para a atração, a harmonização, o desenvolvimento da mediunidade e o relaxamento profundo. Enquanto as quentes limpam e as mornas equilibram, as frias dão o "acabamento" energético, trazendo doçura, amor, sedução ou paz espiritual.

Elas são muito utilizadas em banhos para o amor, para acalmar crianças agitadas ou para melhorar a qualidade do sono. Na fitoenergética, as ervas frias atuam diretamente no nosso campo magnético, tornando-nos mais atraentes para as oportunidades e para as pessoas. Elas são o toque final que perfuma a alma e suaviza o espírito após as batalhas do cotidiano.

Exemplos de ervas frias:

  • Rosa branca: Traz paz interior e pureza espiritual.

  • Rosa cor-de-rosa: Atrai o amor, a doçura e a autoestima.

  • Jasmim: Potencializa o magnetismo pessoal e a intuição.

  • Erva-doce: Promove o relaxamento e acalma a ansiedade.

  • Malva: Excelente para proteção infantil e suavidade emocional.

4. Como preparar o banho de ervas corretamente

O preparo do banho é um ritual em si. Para ervas secas, o método mais indicado é a infusão: ferva a água, desligue o fogo, jogue as ervas e abafe por cerca de 10 a 15 minutos. Para ervas frescas, o ideal é a maceração, onde você esfrega as folhas com as mãos dentro da água fria ou morna, "despertando" a energia vital da planta.

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No portal João Bidu, recomendamos que você nunca ferva as ervas junto com a água, pois o calor excessivo pode "queimar" a propriedade energética de algumas plantas sensíveis. Além disso, a intenção é fundamental. Enquanto prepara o banho, mentalize seus objetivos: se estiver usando ervas quentes, visualize a sujeira saindo; se usar ervas frias, imagine-se envolto em uma luz brilhante e atraente.

5. A ordem correta: Limpar para depois imantar

Um erro comum é tomar um banho de atração (ervas frias) quando a aura ainda está carregada de negatividade. Imagine passar um perfume caro em um corpo que não toma banho há dias; o resultado não será bom. A regra de ouro é: primeiro usamos as ervas quentes para descarregar o que está ruim, e logo em seguida (ou no dia seguinte) usamos as mornas ou frias para preencher o espaço vazio com boas vibrações.

Se você fizer apenas o descarrego com arruda ou guiné, sua aura ficará "aberta" e vulnerável. Por isso, sempre finalize com um manjericão ou uma rosa branca. Essa combinação garante que você fique limpo, mas também protegido e magnetizado para as coisas boas da vida. O equilíbrio entre o "limpar" e o "nutrir" é o segredo dos grandes iniciados na magia das ervas.

6. O respeito à natureza e aos ciclos lunares

As plantas respondem aos ciclos da natureza. Para potencializar seus banhos, observe a Lua. Banhar-se com ervas quentes na Lua Minguante é o ideal para quem quer banir vícios, pessoas tóxicas ou doenças. Já as ervas mornas e frias brilham na Lua Crescente e na Lua Cheia, períodos em que queremos expandir nossa sorte, nossa beleza e nossa prosperidade.

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Sempre que colher uma erva ou comprá-la, agradeça ao espírito da planta por sua doação energética. Esse respeito cria um elo de amizade entre você e o reino vegetal, fazendo com que as plantas respondam com muito mais força aos seus pedidos. A natureza é generosa, e quando aprendemos a usar as ervas quentes e frias com sabedoria, transformamos nossa realidade de dentro para fora.

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