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Hipertensão: o perigo silencioso que exige atenção

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,4 bilhão de pessoas convivem com a condição no mundo

28 abr 2026 - 08h00

Sem sintomas na maioria dos casos, a hipertensão pode causar doenças graves e o controle começa com hábitos simples

A hipertensão arterial é uma das doenças mais comuns — e perigosas — da atualidade. Silenciosa na maioria dos casos, ela pode se desenvolver ao longo dos anos sem apresentar sintomas, enquanto provoca danos progressivos ao organismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,4 bilhão de pessoas convivem com a condição no mundo, muitas delas sem diagnóstico. Quando não controlada, a pressão alta aumenta significativamente o risco de problemas graves, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doenças renais.

Foto: Revista Malu

Dados do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia mostram a dimensão do problema: somente em 2025, foram realizados cerca de 10 mil atendimentos a pacientes hipertensos, uma média de 870 por mês. Entre esses pacientes, 20% apresentaram doença coronariana e 11% tiveram AVC. A maior parte dos atendimentos são mulheres (65%), e mais da metade dos pacientes tem mais de 70 anos.

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Como a hipertensão afeta o corpo?

A hipertensão arterial é uma doença em que o sangue circula com pressão elevada dentro das artérias, forçando mais as paredes dos vasos do que o normal. Com o tempo, esse esforço contínuo pode causar danos ao organismo. A doença, apesar de muitas vezes passar despercebida, pode trazer consequências graves, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, problemas na visão e comprometimento das artérias.

Por que é chamada de "doença silenciosa"?

Segundo o cardiologista Marcio Sousa, chefe da Seção de Hipertensão Arterial, Tabagismo e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese, a hipertensão é conhecida como "doença silenciosa" justamente por não apresentar sintomas. "A pressão alta se desenvolve ao longo dos anos sem sinais claros, mesmo quando já está causando danos ao organismo. Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental para o diagnóstico precoce", explica o especialista.

Considera-se pressão normal valores abaixo de 120/80 mmHg (popularmente conhecido como 12 por 8). Já níveis entre 120-139/80-89 mmHg (entre 12 por 8 e 14 por 9) indicam um estado de alerta, conhecido como pré-hipertensão. A partir de 140/90 mmHg (14 por 9), o diagnóstico de hipertensão é confirmado. Estudos mostram que mesmo pequenas elevações da pressão ao longo do tempo já aumentam o risco de problemas cardiovasculares.

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da hipertensão, entre os principais estão:

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  • Consumo excessivo de sal;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Poluição ambiental;
  • Estresse;
  • Alimentação rica em produtos industrializados.

Além disso, histórico familiar e doenças renais também aumentam o risco. Embora a prevalência seja maior após os 40 anos, especialistas alertam que a hipertensão tem atingido cada vez mais jovens, principalmente devido a hábitos inadequados.

Prevenção é o melhor caminho

Apesar de ser uma condição crônica, ou seja, de longa duração e que exige acompanhamento contínuo, a hipertensão pode ser controlada e, em muitos casos, evitada com mudanças no estilo de vida. Entre as principais recomendações estão:

  • Reduzir o consumo de sal;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter o peso adequado;
  • Evitar cigarro e vape;
  • Priorizar alimentos naturais;
  • Dormir bem e controlar o estresse;
  • Medir a pressão com frequência;
  • Seguir corretamente o tratamento médico.

No Brasil, dados do Vigitel indicam que cerca de 27,9% da população adulta convive com hipertensão. Ainda assim, apenas uma parcela dos pacientes mantém a doença controlada, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, o que reforça a importância do diagnóstico e acompanhamento contínuo.

"É preciso entender que a hipertensão é uma doença assintomática e o principal alerta é não esperar por sintomas! As atitudes acima são fundamentais para prevenir complicações e garantir qualidade de vida", orienta Marcio.

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