Aos 46 anos, Gisele Bündchen revelou recusar 99% dos trabalhos para priorizar a convivência com os três filhos e o marido, Joaquim Valente. Contrastando com o início da carreira, quando trabalhava até 360 dias por ano, a modelo redefiniu sua visão de sucesso, trocando o acúmulo de conquistas por momentos cotidianos em família e uma vida mais presente, hábito reforçado pelo desapego da tecnologia, mantendo seu celular sempre no silencioso.
Depois de passar décadas entre desfiles, campanhas e viagens, aos 46 anos, Gisele Bündchen vive uma fase em que aceitar um novo trabalho deixou de ser uma decisão exclusivamente profissional. Hoje, antes de dizer "sim", a modelo pensa no que pode deixar de viver ao lado dos filhos.
"Digo não a 99% dos trabalhos que me oferecem porque, quando coloco na balança, penso: 'Vou perder o jogo de vôlei da minha filha? Vou perder ir ao parque com meu filho? Vou perder meu filho tocando como DJ?'", revelou em entrevista ao portal 'i-D'.
Mãe de Benjamin, de 16 anos, e Vivian, de 13, frutos do antigo relacionamento com Tom Brady, além de um bebê de 16 meses, a brasileira atualmente concentra boa parte da rotina na convivência familiar, que também inclui o marido, Joaquim Valente.
Gisele Bündchen mudou sua definição de sucesso
A decisão contrasta com a rotina que Gisele manteve durante o auge da carreira. Ao recordar o início dos 20 anos na conversa, ela definiu aquele período como uma verdadeira "corrida dos ratos". "Eu estava na roda dos ratos no início dos meus 20 anos", afirmou.
De acordo com a modelo, na época, ela que chegou a trabalhar 360 dias por ano e sentia dificuldade em recusar grandes oportunidades. Hoje, contudo, sua percepção sobre realização é diferente. Para Gisele, sucesso deixou de estar necessariamente ligado à quantidade de conquistas, dinheiro ou reconhecimento e passou a incluir aspectos cotidianos da vida.
"Cabe a cada pessoa definir o que é sucesso, porque quando eu tinha vinte e poucos anos, sucesso era diferente do que eu sinto hoje", refletiu.
Essa mudança também aparece na forma como ela descreve a atual fase da maternidade. "Ter um bebê neste momento da minha vida é uma dádiva, porque estou em um lugar diferente. Não tenho nada a provar. Sinceramente, não me importo com isso."
Menos celular e mais presença no cotidiano
Além disso, a busca por uma rotina mais presente chegou à relação da modelo com a tecnologia. Durante a entrevista, Gisele revelou que mantém o celular sem sons e alarmes. "Aliás, não sei se você reparou, meu celular não toca. Não tem alarme. Ele nunca toca. É libertador", afirmou ao jornalista Steff Yotka.
Esse hábito, conforme ressaltou a modelo, acompanha a maneira como ela deseja experimentar o cotidiano, uma mudança que ganhou força justamente com a maternidade. Agora, momentos aparentemente simples ocupam um espaço que antes pertencia a uma agenda profissional intensa.
"As crianças nos dão essa oportunidade de viver de novo, de estarmos mais presentes e de experimentarmos a vida novamente. De fazer isso talvez de uma maneira diferente de como fizemos antes. Não sei. Acho cada pequena coisa tão incrível", concluiu.