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Frutas vermelhas protegem o coração, mas você provavelmente come pouco

Uma nova pesquisa sugere que o segredo para um coração mais saudável pode estar em escolher as frutas e os vegetais certos

22 set 2026 - 16h29
Resumo
Um estudo internacional alerta que apenas comer vegetais não basta para blindar o coração: a escolha dos alimentos é crucial. Menos de 20% das pessoas consomem a meta ideal de 500 mg diários de flavonóis, antioxidantes que reduzem o risco cardiovascular. Para atingir o nível protetor, especialistas recomendam priorizar itens como frutas vermelhas, roxas, maçãs e chá verde, alertando que a qualidade das porções diárias importa mais do que o volume total consumido.

Estudo diz que frutas vermelhas e roxas protegem o coração, mas consumo ainda está aquém da necessidade

Embora as diretrizes internacionais orientem o consumo de 3 a 5 porções de frutas por dia (cerca de 400g), as recomendações não focam em um tipo específico de alimento. Mas um amplo estudo internacional revelou que é fundamental incluir as frutas vermelhas e roxas. Afinal, menos de uma em cada cinco pessoas consome flavonóis em quantidade suficiente, compostos associados a um menor risco de doenças cardíacas.

Foto: Divulgação / Revista Malu

"Adicionar alimentos como mirtilos, ameixas, amoras, morangos, maçãs, favas e cerejas à dieta diária pode ser uma maneira simples de promover a saúde do coração. Especialmente quando combinados com chá verde . Os flavonóis são compostos bioativos que exercem efeitos antioxidantes e vasculares importantes. Eles podem reduzir significativamente o risco de morte por doenças cardiovasculares, mas apenas se consumidos em quantidade suficiente", explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, pesquisador, professor e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações.

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"A maioria das pessoas presume que comer muitas frutas e verduras já resolve isso. Mas o que esta pesquisa demonstra é que as escolhas específicas que você faz importam muito mais do que a quantidade total. Incluir um punhado de amoras, uma maçã inteira ou tomar uma xícara de chá verde junto com a refeição pode fazer uma grande diferença na quantidade desses compostos benéficos que você realmente consome e absorve da dieta. E, em alguns casos, a suplementação pode ser suprir essa carência", completa.

Consumo baixo de frutas vermelhas

Os pesquisadores descobriram que menos de 20% das pessoas atingiram o nível de ingestão de flavonóis associado a benefícios para a saúde do coração. "Mesmo muitos indivíduos que consumiam regularmente as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais não alcançaram essa meta", diz o pesquisador Dr. Maurizio. Os resultados sugerem que simplesmente aumentar o consumo de frutas e vegetais pode não ser suficiente.

"Os alimentos específicos que as pessoas escolhem parecem desempenhar um papel importante na determinação da quantidade de flavonóis que elas realmente consomem", acrescenta. "A alimentação deve ser sempre a principal fonte desses compostos bioativos, porque as frutas, vegetais e chás oferecem uma matriz nutricional complexa, com fibras, vitaminas e outros fitoquímicos que atuam de maneira integrada. No entanto, observamos que muitas pessoas não conseguem atingir regularmente as quantidades de flavonóis associadas aos benefícios cardiovasculares descritos nos estudos. Nesses casos, a suplementação de extratos padronizados pode ser uma alternativa complementar interessante. Desde que seja orientada por um profissional e utilizada como parte de um estilo de vida saudável. Lembre-se: nunca como substituta de uma alimentação equilibrada", afirma o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo.

Quais alimentos incluir?

Pesquisas anteriores, incluindo o estudo COSMOS, o maior ensaio clínico a examinar os flavonóis, descobriram que o consumo de 500 miligramas de flavonóis por dia reduzia significativamente o risco de morte por doenças cardíacas. O novo estudo indica que a maioria das pessoas permanece bem abaixo desse nível, mesmo seguindo as recomendações padrão de alimentação saudável. O professor Dr. Maurizio comenta quais alimentos são fontes alimentares ricas em flavonóis por porção:

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  • ameixas (500g, aproximadamente uma embalagem): ~450mg de flavonóis;
  • cranberries (250g, aproximadamente uma embalagem): ~300mg de flavonóis;
  • amoras (200g, aproximadamente uma embalagem): ~250mg de flavonóis;
  • chá verde (uma xícara de 250ml): aproximadamente 200mg de flavonóis;
  • favas (80g, um punhado pequeno): ~140mg de flavonóis;
  • cerejas (400g, aproximadamente uma embalagem): ~130mg de flavonóis;
  • maçãs com casca (200g, uma maçã média): aproximadamente 110mg de flavonóis;
  • morangos (200g, aproximadamente uma embalagem): ~90mg de flavonóis;
  • mirtilos (150g, aproximadamente uma embalagem): ~80mg de flavonóis;
  • feijão carioca (40g, duas colheres de sopa da leguminosa seca): ~70mg de flavonóis.

Qualidade e quantidade devem andar juntas

O farmacêutico enfatiza que os resultados também levantam questões sobre se as recomendações nutricionais atuais poderiam ser mais eficazes em ajudar as pessoas a obter compostos benéficos, como os flavonóis. "Consumir cinco porções por dia é a mensagem correta, mas talvez precisemos pensar com mais cuidado sobre quais cinco. Diferentes frutas e vegetais oferecem benefícios nutricionais muito distintos, além de vitaminas e minerais, e à medida que nossa compreensão desses compostos aumenta, surge uma oportunidade real de tornar as orientações dietéticas mais específicas e eficazes. Esta pesquisa é um passo em direção à compreensão de como isso poderia se traduzir na prática", comenta o Dr. Maurizio. "Embora o consumo abundante de frutas e vegetais continue sendo um pilar de uma dieta saudável, os tipos de produtos escolhidos podem ter um impacto significativo nos benefícios para a saúde do coração", finaliza.

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