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Fiocruz emite alerta após alta de casos de síndrome respiratória grave no país

Segundo a fundação, este cenário reflete o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da Influenza A no Brasil

6 mai 2026 - 20h21

A nova edição do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta que a maior parte do país está em estado de alerta ou risco devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A condição, considerada uma complicação de infecções por vírus como a Influenza A, impacta principalmente crianças menores de dois anos e idosos.

Segundo a fundação, o aumento de síndrome respiratória reflete o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A
Segundo a fundação, o aumento de síndrome respiratória reflete o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A
Foto: Canva Equipes/ oleksandranaumenko / Bons Fluidos

"Este cenário reflete o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A no Brasil", esclarece a fundação em comunicado.

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Entenda o levantamento

Segundo a análise realizada entre 19 e 25 de abril, apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul não apresentam o mesmo nível de incidência. Por outro lado, 16 estados, incluindo Minas Gerais, Distrito Federal e Santa Catarina, registram um aumento significativo. A Fiocruz também identificou o crescimento dos casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR), comum entre crianças, em todas as regiões do país.

Além disso, no Centro-Sul, Norte e Nordeste, houve alta das ocorrências associadas à Influenza A. O risco tem sido maior em 13 capitais, entre elas Belém, Brasília, Recife, Campo Grande, Vitória e Maceió. Entretanto, conforme mostra o relatório, determinadas áreas do Norte e do Nordeste, como Amapá, Amazonas, Bahia e Ceará, seguem em queda.

Como prevenir a síndrome respiratória?

Para controlar o avanço do VSR e da Influenza também em outros estados, a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, recomenda a vacinação. "É essencial que a população dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, tome a dose atualizada da vacina durante a campanha, para ficar protegida no momento de maior circulação desses vírus", afirmou.

A especialista orienta ainda que gestantes a partir da 28ª semana de gravidez busquem o imunizante contra o VSR, o que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Além da vacinação, a fim de impedir a propagação das doenças, é importante estar atento a sintomas como dificuldade para respirar, sensação de peso no peito, lábios com cor arroxeada, febre persistente e perda de apetite. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico de imediato.

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