Oferecimento

Fazer mudas de orquídeas em casa é possível: três dicas para multiplicar suas plantas segundo jardineiros experientes

Aprenda três formas de fazer mudas de orquídeas em casa, saiba quais espécies aceitam cada técnica e veja os cuidados após a multiplicação.

23 set 2026 - 15h44
(atualizado às 15h46)
Resumo
Multiplicar orquídeas em casa exige técnicas adequadas a cada espécie e uso de ferramentas esterilizadas. Os três métodos principais incluem a divisão de touceira em plantas simpodiais adultas mantendo ao menos três pseudobulbos, o plantio de brotos naturais com raízes desenvolvidas (keikis) e o aproveitamento de pseudobulbos antigos saudáveis. Após o processo, as novas mudas precisam de substrato arejado, regas moderadas, luz indireta e proteção contra sol e adubação precoce para se recuperarem.

Multiplicar orquídeas em casa é uma maneira de aumentar a coleção sem precisar comprar novas plantas, mas o método escolhido precisa respeitar o tipo de crescimento de cada espécie. Algumas podem ser divididas em partes, enquanto outras produzem pequenos brotos conhecidos como keikis. Com ferramentas limpas, raízes saudáveis e um pouco de paciência, é possível transformar uma planta adulta em novas mudas sem comprometer a planta-mãe.

Quer multiplicar orquídeas em casa? Veja quais espécies podem ser divididas, quando separar keikis e como aproveitar pseudobulbos antigos.
Quer multiplicar orquídeas em casa? Veja quais espécies podem ser divididas, quando separar keikis e como aproveitar pseudobulbos antigos.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

Como fazer mudas de orquídeas por divisão de touceira?

A divisão de touceira é uma das técnicas mais utilizadas em orquídeas de crescimento simpodial, que se desenvolvem lateralmente por meio de rizomas e pseudobulbos. Espécies e híbridos de Cattleya, Laelia, Oncidium, Cymbidium e algumas Dendrobium podem aceitar esse método quando estão adultas, vigorosas e com várias estruturas desenvolvidas.

Publicidade

Para realizar a divisão, retire a planta do vaso, remova parte do substrato antigo e identifique o rizoma que conecta os pseudobulbos. Com uma tesoura ou lâmina esterilizada, separe a touceira de modo que cada nova muda fique com raízes saudáveis, brotos e, em geral, pelo menos três pseudobulbos. Depois, plante cada parte em um vaso compatível, utilizando substrato próprio para orquídeas e mantendo a planta firme.

Como multiplicar orquídeas usando os famosos keikis?

Keiki é o nome dado ao broto que surge naturalmente em algumas orquídeas e se transforma em uma pequena cópia da planta-mãe. Essa formação é comum em Phalaenopsis e também pode aparecer em Dendrobium e Epidendrum. Em muitas situações, essa é uma das formas mais acessíveis de multiplicação para quem está começando.

O segredo é não separar o keiki enquanto ele ainda estiver pequeno ou sem raízes próprias. Espere que apresente folhas firmes e raízes bem desenvolvidas, geralmente com cerca de 5 centímetros ou mais. Depois, utilize uma ferramenta esterilizada para destacá-lo com cuidado e plante-o em um recipiente pequeno, com substrato leve e boa ventilação. Se o broto ainda estiver saudável e ligado à planta-mãe, deixá-lo crescer mais um pouco pode aumentar suas chances de adaptação.

Aprenda como fazer mudas de orquídeas por divisão de touceira, keikis e pseudobulbos, com cuidados para preservar a planta-mãe e formar novas raízes.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

É possível fazer mudas de orquídeas aproveitando pseudobulbos antigos?

Algumas orquídeas simpodiais também podem ser multiplicadas pelo aproveitamento de pseudobulbos antigos, conhecidos entre cultivadores como back-bulbos. Mesmo quando já não apresentam folhas, essas estruturas podem conservar reservas e gemas capazes de emitir novos brotos, desde que estejam firmes, saudáveis e livres de apodrecimento.

Publicidade

O procedimento consiste em separar cuidadosamente o pseudobulbo com uma ferramenta limpa e acomodá-lo em substrato bem arejado, mantendo umidade moderada e luz indireta. Essa técnica costuma ser mais lenta do que a divisão de touceira e exige paciência, pois o broto pode levar meses para aparecer. Ela é mais indicada para orquídeas que formam pseudobulbos, como Cattleya, Oncidium e alguns tipos de Dendrobium.

Quais cuidados ajudam as novas mudas de orquídeas a sobreviver?

Após a multiplicação, mantenha as mudas em local protegido do sol forte, do vento intenso e das mudanças bruscas de temperatura. O substrato deve permitir a passagem de ar e a drenagem da água, já que o excesso de umidade pode favorecer o apodrecimento das raízes. Regue somente quando houver necessidade, observando a espécie e as condições do ambiente.

Também é importante evitar adubação intensa logo após o corte ou transplante. Primeiro, a muda precisa se adaptar e começar a emitir novas raízes ou brotos. Um guia técnico do Sistema FAEP recomenda que cada divisão tenha pelo menos três pseudobulbos e que as novas plantas permaneçam protegidas durante a recuperação. A publicação da ESALQ/USP também destaca que a multiplicação deve ser feita sem arrancar partes da planta à força, reduzindo o risco de ferimentos e doenças.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações