Epicteto, um dos principais nomes do estoicismo, afirmava que "não é o que nos acontece que nos afeta, mas sim o que dizemos a nós mesmos sobre o que nos acontece". Essa ideia tem relação direta com a ansiedade e com os chamados pensamentos intrusivos.
Quando sentimos ansiedade, o problema geralmente não é o evento em si, mas a interpretação automática que a mente faz dele. A ansiedade se alimenta desses pensamentos que surgem sem que os convidemos: "E se eu perder meu emprego?", "E se eles me deixarem?", "Vai dar tudo errado", "Isso significa que eles vão me abandonar…". Epicteto já apontava que essa autocrítica negativa é um dos principais gatilhos da infelicidade, da ansiedade e do sofrimento emocional.
Os pensamentos intrusivos funcionam exatamente assim. Eles não são totalmente conscientes, mas provocam reações emocionais intensas.
A mente passa a interpretá-los como se fossem fatos, quando, na realidade, não passam de interpretações, suposições, julgamentos ou antecipações. O que o filósofo estoico nos ensinou foi a importância de diferenciar evidências reais de suposições e de direcionar a atenção para aquilo que está sob nosso controle.
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