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Endometriose em homens: como a doença pode ocorrer em quem não tem útero

Endometriose em homens parece impossível, mas há casos documentados. Veja o que a ciência descobriu e quais perguntas ainda permanecem.

2 nov 2026 - 08h00
(atualizado às 08h03)
Resumo
Embora rara, a endometriose pode atingir homens, desafiando a teoria da menstruação retrógrada e indicando origens como remanescentes embrionários ou metaplasia celular. Caracterizada por tecido similar ao endométrio fora do útero, a condição masculina é comprovada cientificamente, mas não possui tratamento padronizado devido à sua raridade. O foco terapêutico segue individualizado para controlar a dor e preservar órgãos, reforçando a necessidade de aprofundar os estudos sobre as causas da doença.

Quando se fala em endometriose, a associação mais imediata é com mulheres. Por isso, a notícia de que homens também podem desenvolver a doença costuma causar surpresa. Afinal, como isso seria possível em pessoas que não têm útero e não menstruam?

Imagem: SaúdeLAB
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Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Embora seja uma situação extremamente rara, existem casos documentados na literatura científica, com diagnóstico confirmado pela análise do tecido. Alguns foram publicados há décadas e ajudam a levantar uma questão importante. Será que conhecemos todos os mecanismos envolvidos na origem da endometriose?

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A doença é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio, camada que reveste internamente o útero, em outras regiões do organismo. Para explicar sua ocorrência em homens, duas hipóteses merecem atenção.

Como a endometriose pode surgir em homens

Uma das hipóteses envolve os remanescentes embrionários, células que permanecem no organismo desde sua formação e que poderiam desenvolver características semelhantes às do tecido endometrial sob determinados estímulos.

Outra explicação é a teoria da metaplasia, segundo a qual algumas células do próprio organismo podem se transformar e adquirir características semelhantes às do endométrio.

Embora essas hipóteses ajudem a explicar os casos masculinos, nenhuma delas foi comprovada como causa definitiva da doença.

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Esses relatos reforçam que a endometriose pode ter diferentes mecanismos de origem.

Uma das explicações mais conhecidas é a teoria da menstruação retrógrada, segundo a qual parte do fluxo menstrual retorna em direção à região abdominal, levando células do endométrio para fora do útero.

Essa teoria, porém, não explica os casos de endometriose em homens, pois se baseia justamente na ocorrência da menstruação.

O que esses casos mudam no tratamento

Na prática, esses relatos não mudam o tratamento da endometriose. Eles ampliam as perguntas da ciência, mas não permitem aplicar automaticamente aos homens as mesmas condutas utilizadas nas mulheres.

O tratamento da endometriose considera os sintomas, as áreas afetadas e as necessidades de cada paciente. O objetivo é controlar a dor e preservar a função dos órgãos envolvidos.

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O acompanhamento pode reunir diferentes profissionais, incluindo fisioterapeutas e psicólogos. Nutrição e atividade física também podem fazer parte dos cuidados.

Nas mulheres, o tratamento hormonal ajuda a controlar a atividade da doença, mas suspender a menstruação não significa eliminar todas as lesões.

A cirurgia pode ser indicada em situações específicas, como dor persistente, comprometimento de órgãos ou determinadas questões relacionadas à fertilidade.

É importante lembrar que retirar o útero também não garante a cura, pois as lesões podem permanecer em outras regiões do organismo.

Como os casos masculinos são muito raros, não há um tratamento padronizado para eles. A conduta precisa considerar as características de cada caso.

O que ainda precisamos descobrir

Esses relatos mostram que ainda há muito a compreender sobre a origem da endometriose.

Conhecer melhor seus mecanismos pode abrir caminhos para tratamentos mais precisos.

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Enquanto isso, cada paciente precisa ser ouvido e avaliado individualmente, para que a abordagem escolhida considere suas necessidades.

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Fonte: SaúdeLAB
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