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Emoções negativas podem causar doenças? Veja o que diz especialista

Segundo médica, o sofrimento emocional pode provocar alterações físicas reais e até afetar o coração; saiba como evitar

25 jun 2026 - 19h41

Sentir tristeza, estresse ou sofrer uma grande decepção faz parte da vida. No entanto, quando essas emoções se tornam intensas ou persistentes, seus efeitos podem ir além do aspecto psicológico. A ciência já reconhece que o sofrimento emocional é capaz de provocar alterações físicas importantes e, em alguns casos, afetar diretamente a saúde cardiovascular.

Segundo médica, as emoções negativas podem provocar alterações físicas reais e até afetar o coração; saiba como evitar
Segundo médica, as emoções negativas podem provocar alterações físicas reais e até afetar o coração; saiba como evitar
Foto: Canva/kanchanachitkhamma / Bons Fluidos

O que acontece no corpo?

Segundo a cardiologista Priscilla Hallack, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em entrevista para jornal 'O Globo', emoções intensas ativam mecanismos de alerta no organismo. Como resposta, então, o corpo libera hormônios relacionados ao estresse, como adrenalina e cortisol.

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"Hoje sabemos que emoções intensas, como luto, perda, rejeição ou sofrimento psicológico profundo, podem desencadear alterações biológicas capazes de afetar diretamente o sistema cardiovascular. Ademais, emindivíduos mais vulneráveis, essas respostas podem precipitar eventos graves, como infarto, arritmias e até insuficiência cardíaca aguda", apontou.

Entre as consequências estão o aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos cardíacos, alterações inflamatórias e maior sobrecarga para o coração.

A síndrome do coração partido é real

Uma das condições mais associadas ao sofrimento emocional é a síndrome do coração partido, conhecida pelos médicos como cardiomiopatia de Takotsubo. Ela pode surgir após situações de forte impacto emocional e provoca sintomas semelhantes aos de um infarto, como dor no peito, falta de ar e mal-estar intenso.

"Os sintomas costumam ser idênticos aos de um infarto: dor no peito, falta de ar e sensação de mal-estar intenso. A diferença é que, na maioria dos casos, não existe uma obstrução significativa das artérias coronárias", explicou a médica.

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Quem corre mais risco?

Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos físicos das emoções negativas, alguns grupos são mais vulneráveis. Pessoas idosas, indivíduos que vivem sozinhos e pacientes com doenças cardiovasculares pré-existentes tendem a apresentar maior risco de complicações.

Além disso, quem já convive com depressão, ansiedade, insônia crônica ou histórico de traumas também pode sofrer impactos mais intensos diante de situações de estresse emocional.

Segundo especialistas, outro fator importante é o isolamento social. Pessoas com poucos vínculos afetivos ou redes de apoio mais frágeis costumam encontrar mais dificuldade para lidar com momentos de sofrimento, o que pode aumentar o desgaste físico e emocional.

Como reduzir os impactos das emoções na saúde?

Embora seja impossível evitar completamente situações difíceis, algumas medidas ajudam a proteger tanto a saúde mental quanto a física:

  • Manter uma rotina regular de sono;
  • Praticar atividade física com frequência;
  • Cultivar relações sociais e redes de apoio;
  • Buscar momentos de lazer e relaxamento;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e outras substâncias;
  • Procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica quando o sofrimento persistir.

Em suma, emoções negativas fazem parte da experiência humana, mas não devem ser ignoradas. Cuidar da saúde emocional é também uma forma de proteger o coração e reduzir os impactos que o estresse e a tristeza podem causar ao organismo ao longo do tempo.

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