Nos últimos anos, o magnésio tornou-se um suplemento muito popular. Promovido como a solução definitiva para dormir melhor, prevenir cãibras musculares, retardar o envelhecimento e reduzir o estresse, ele conquistou uma sociedade que considera esses benefícios essenciais para o seu dia a dia. No entanto, tomar magnésio sem uma deficiência comprovada por exames de sangue não só é inútil como também pode desencadear uma condição clínica bastante perigosa.
Existem diferenças em relação aos suplementos vitamínicos, que também tendemos a usar em excesso sem testes adequados. Nesses casos, o excesso geralmente é eliminado facilmente pela urina, sem grandes impactos. No entanto, o magnésio sérico opera dentro de uma faixa fisiológica muito estreita e, quando saturamos nosso corpo além de seus limites seguros, as consequências adversas se manifestam em um efeito dominó que afeta tudo, desde o sistema digestivo até o ritmo cardíaco. E é algo em que caímos, pensando que "quanto mais, melhor".
Equilíbrio
Nosso corpo mantém todos os seus parâmetros bem regulados dentro de uma faixa de valores bem definida para evitar patologias causadas por excesso ou deficiência. Nesse caso, diversas fontes indicam que o nível normal de magnésio no sangue varia entre 1,7 e 2,2 mg/dL, podendo chegar a 2,4 mg/dL em alguns laboratórios.
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