No Dia do Queijo, além de celebrar receitas e combinações clássicas, vale olhar para o passado.
Afinal, qual é o queijo mais antigo do mundo?
A resposta vem da arqueologia.
E ela é mais surpreendente do que parece.
Pesquisadores encontraram restos de queijo com cerca de 3.600 anos, preservados naturalmente em um túmulo no deserto da Ásia.
O achado mudou o que se sabia sobre a origem desse alimento tão presente na cozinha atual.
Onde o queijo mais antigo do mundo foi encontrado?
O queijo foi descoberto na Bacia de Tarim, uma região desértica localizada no noroeste da China.
O local tem clima extremamente seco, o que favoreceu a preservação dos restos orgânicos.
Em 2003, arqueólogos encontraram o túmulo de uma jovem enterrada há cerca de 3.600 anos.
O corpo estava naturalmente mumificado.
Ela ainda usava:
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chapéu de feltro;
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casaco de lã com detalhes;
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botas de couro forradas com pele.
No pescoço, havia pedaços de queijo dispostos como um colar.
Por que esse queijo foi preservado?
A conservação ocorreu de forma natural.
Não houve embalsamamento.
Três fatores foram decisivos:
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clima extremamente seco;
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baixa umidade do solo;
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caixão lacrado.
Essas condições impediram a decomposição rápida.
Assim, os fragmentos de queijo chegaram quase intactos até os pesquisadores.
Que tipo de queijo era esse?
Análises laboratoriais indicaram que o alimento era um queijo simples e ácido, muito diferente dos queijos curados atuais.
Ele provavelmente foi feito com:
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leite de vaca;
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fermentação natural;
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pouca ou nenhuma adição de sal.
Os cientistas acreditam que se parecia mais com:
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um queijo fresco;
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ou um iogurte sólido.
Isso faz sentido para a época.
Processos complexos de maturação ainda não existiam.
Por que essa descoberta é tão importante?
Antes desse achado, acreditava-se que o consumo de queijo era menos comum em sociedades antigas.
O queijo da Bacia de Tarim mostrou o contrário.
A descoberta indica que:
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povos antigos já dominavam técnicas básicas de fermentação;
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o queijo era usado como alimento prático e nutritivo;
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ele podia ter valor simbólico ou ritual.
O fato de estar junto ao corpo sugere que o alimento poderia acompanhar a pessoa na vida após a morte.
O queijo mais antigo do mundo ainda pode ser consumido?
Não.
O queijo encontrado é apenas um vestígio arqueológico.
Ele serve para estudo histórico e científico.
Não é seguro nem permitido o consumo.
Mesmo assim, o achado ajuda a entender como o queijo evoluiu ao longo dos séculos.
O que essa história ensina para a cozinha atual?
O queijo sempre foi:
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uma forma de conservar leite;
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uma solução prática para povos nômades;
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um alimento energético e durável.
No Dia do Queijo, lembrar dessa origem amplia o valor do ingrediente.
O que hoje aparece em tábuas sofisticadas começou como uma solução simples.
E atravessou milênios.