Ovo faz mal? Nutricionista aponta 4 erros comuns na hora de preparar

3 nov 2026 - 05h00
Saiba como evitar erros ao preparar ovo
Saiba como evitar erros ao preparar ovo
Foto: Freepik

Presente no café da manhã, no almoço e até no jantar, o ovo é um dos alimentos mais populares da alimentação dos brasileiros. Rico em proteínas de boa qualidade, vitaminas, minerais e colina, ele oferece diversos benefícios à saúde e tem a vantagem de ser relativamente barato e fácil de preparar. Mas alguns hábitos na cozinha podem comprometer suas propriedades nutricionais e aumentar os riscos à saúde.

A nutricionista Patrícia Leite chama a atenção para quatro erros comuns no consumo de ovos. Em seu canal no YouTube, a especialista explica que a quantidade de gordura utilizada, a temperatura do preparo e até o hábito de retirar a gema podem fazer diferença na qualidade nutricional da refeição.

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1. Fritar o ovo com gordura em excesso

Um dos erros apontados pela nutricionista é utilizar grandes quantidades de óleo para fritar o ovo. Além de aumentar o valor calórico da preparação, o excesso de gordura pode deixar a digestão mais lenta e provocar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas.

Segundo Patrícia Leite, o ovo pode absorver parte da gordura utilizada durante a fritura, tornando a refeição mais pesada.

Uma alternativa é preparar o alimento em frigideira antiaderente, utilizando pouca gordura. Caso seja necessário untar a superfície, a especialista sugere uma pequena quantidade de azeite de oliva.

2. Deixar o ovo queimar na frigideira

A temperatura também merece atenção. Preparar o ovo em fogo muito alto, especialmente até formar bordas escuras e queimadas, não é uma boa escolha.

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O aquecimento excessivo pode favorecer alterações químicas nas gorduras e reduzir a quantidade de algumas vitaminas sensíveis ao calor. O problema também pode envolver o óleo utilizado no preparo, principalmente quando ele é submetido a temperaturas acima das recomendadas.

Por isso, o ideal é cozinhar o ovo em temperatura moderada, evitando que fique ressecado ou com partes queimadas.

3. Comer ovo cru ou malcozido

O consumo de ovos crus ou insuficientemente cozidos exige cuidado. Além de a proteína do ovo cozido apresentar melhor digestibilidade do que a do ovo cru, existe o risco de contaminação por Salmonella, bactéria que pode provocar infecção alimentar.

A nutricionista recomenda que o alimento seja completamente cozido, incluindo a gema.

A orientação também está relacionada à segurança alimentar: o cozimento adequado reduz significativamente o risco de infecção. Para preparações que tradicionalmente levam ovos crus, como algumas sobremesas e molhos, é importante utilizar ovos pasteurizados.

4. Retirar a gema por medo do colesterol

Outro hábito que pode reduzir o valor nutricional da refeição é consumir apenas a clara e descartar sistematicamente a gema.

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Embora a clara seja conhecida pela concentração de proteínas, a gema também oferece nutrientes importantes. Ela contém colina, vitamina D, vitaminas do complexo B e compostos antioxidantes, como luteína e zeaxantina, associados à saúde dos olhos.

Por isso, retirar a gema de todos os ovos não é necessário para a maioria das pessoas. A quantidade adequada depende das necessidades individuais, do padrão alimentar e das condições de saúde.

Para quem precisa aumentar a ingestão de proteínas sem elevar muito as calorias, uma possibilidade é combinar ovos inteiros com claras adicionais, em vez de descartar todas as gemas.

Afinal, qual é a maneira mais saudável de preparar ovo?

O ovo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada quando preparado de maneira adequada. Cozido, mexido ou feito na frigideira com pouca gordura são alternativas interessantes para o dia a dia.

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O mais importante é evitar o excesso de óleo, não deixar o alimento queimar e garantir que esteja suficientemente cozido para reduzir o risco de contaminação.

Também vale lembrar que o colesterol presente na gema não significa que o alimento precise ser excluído da dieta. Pessoas com alterações no colesterol ou condições específicas devem conversar com um nutricionista ou médico para definir a quantidade mais adequada ao seu caso.

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