Um alimento simples, barato e encontrado facilmente nos supermercados pode fazer parte da alimentação das mulheres depois dos 40 anos. A nutricionista Vanessa Baad chamou a atenção para a sardinha e defendeu o consumo do peixe pelo menos duas vezes por semana.
Segundo a profissional, mesmo as versões mais econômicas podem oferecer nutrientes importantes para essa fase da vida. Entre os destaques estão proteínas, cálcio, vitamina D e ácidos graxos ômega-3.
“Pelo menos duas vezes por semana. Nem que seja a lata mais barata do mercado”, escreveu Vanessa Baad ao falar sobre a sardinha.
A partir dos 40 anos, algumas necessidades nutricionais ganham ainda mais atenção. Nas mulheres, a proximidade e a chegada da menopausa estão associadas a mudanças hormonais que podem afetar, entre outros aspectos, a saúde dos ossos e a composição corporal.
A sardinha pode contribuir para a ingestão de proteína, nutriente importante para a manutenção da massa muscular. O peixe também é conhecido por fornecer gorduras da família do ômega-3, que fazem parte de uma alimentação associada à saúde cardiovascular.
Outro destaque é o cálcio. Quando a sardinha é consumida com as espinhas macias, como ocorre em algumas versões enlatadas, a quantidade desse mineral pode ser significativa.
A vitamina D também aparece entre os nutrientes presentes no peixe, embora a quantidade possa variar conforme o tipo e a preparação do alimento.
Sardinha também é fonte de proteína
A proteína é outro motivo apontado pela nutricionista para incluir o alimento no cardápio. Com o avanço da idade, preservar a massa muscular se torna cada vez mais importante. A ingestão adequada de proteínas, associada à prática de exercícios, especialmente treinamento de força, faz parte das estratégias utilizadas para manutenção da musculatura.
"Ela é rica em proteína, que ajuda a manter músulo e é o que segura o seu metabolismo acelerado lá em cima".
Por isso, a sardinha pode ser uma alternativa prática para quem procura uma fonte de proteína de origem animal que seja relativamente acessível.
Vanessa Baad também chamou atenção para uma combinação que, segundo ela, pode melhorar o aproveitamento de alguns nutrientes: sardinha com limão.
"A vitamina C potencializa a absorção do ferro (prevenindo a anemia silenciosa do climatério) e ainda protege o ômega-3 da oxidação", explica a nutricionista.
A sardinha contém ferro, mas não deve ser apresentada como uma solução isolada para prevenir anemia. A ocorrência de deficiência de ferro depende de diversos fatores, incluindo alimentação, perdas de sangue e condições de saúde. Por isso, sintomas ou suspeita de anemia devem ser investigados com avaliação médica e exames.
Sardinha enlatada também pode fazer parte da alimentação
Uma das vantagens da sardinha enlatada é a praticidade. O alimento pode ser consumido diretamente da embalagem e utilizado em saladas, sanduíches, massas, arroz ou outras preparações. Na hora da compra, porém, vale observar o rótulo. Algumas versões apresentam quantidade elevada de sódio, especialmente quando conservadas em molhos ou preparações temperadas.
Também é importante variar as fontes de proteína e de gorduras ao longo da semana. A sardinha pode fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substitui uma dieta diversificada.
Não existe um único alimento capaz de evitar os efeitos do envelhecimento ou da menopausa. O mais importante é a combinação de hábitos alimentares adequados, atividade física, sono e acompanhamento de saúde.
A recomendação da nutricionista Vanessa Baad de consumir sardinha pelo menos duas vezes por semana coloca em evidência um alimento relativamente simples e que pode contribuir para uma alimentação com mais proteína, cálcio e gorduras insaturadas.