A indústria tem apostado no termo "ultraprocessados saudáveis", mas a ciência revela o que está por trás disso

Estudo demonstrou que mesmo com bons índices nutricionais, esses produtos impactam o corpo de forma diferente dos naturais

12 ago 2025 - 17h39
(atualizado em 13/8/2025 às 10h39)
Pexels/Reprodução
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Foto: Minha Vida

Você entra no supermercado decidido a comer de forma mais saudável, enche o carrinho com barrinhas "ricas em fibras", cereais integrais, iogurtes 0% e shakes de proteína vegetal. Tudo parece saudável. Tudo combina com a dieta que prometeu começar na segunda-feira. 

Mas, segundo pesquisas recentes, é possível que você esteja caindo em uma armadilha comum: a dos ultraprocessados que se disfarçam de saudáveis.

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Ultraprocessados saudáveis?

Um novo ensaio clínico, publicado na revista Nature Medicine e liderado por Samuel Dicken, do University College London, buscou responder a uma dúvida recorrente: um ultraprocessado com bom perfil nutricional é tão saudável quanto um alimento natural?

A conclusão foi clara: não. Mesmo que esses produtos atendam aos valores recomendados de açúcar, sal ou gordura, o impacto no organismo é diferente.

Durante oito semanas, 55 adultos com sobrepeso ou obesidade seguiram dois tipos de dieta: uma baseada em alimentos ultraprocessados "saudáveis", como lasanhas congeladas, cereais prontos para consumo e bebidas vegetais; e outra composta por alimentos minimamente processados, como espaguete caseiro, iogurte natural e frutas.

Ambas seguiam as diretrizes nutricionais oficiais do Reino Unido (Eatwell Guide), o que permitiu comparar o impacto do grau de processamento, independentemente dos nutrientes.

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